Pólo moveleiro gaúcho pretende aumentar em 5% as exportações
Na contramão de indústrias como a dos Estados Unidos e da Europa, que recuam suas expectativas de crescimento devido à crise mundial, um grupo de empresários da Serra Gaúcha refaz suas projeções e para cima. De braços dados com o maior polo moveleiro brasileiro, Bento Gonçalves, cidade com maior número de empregos, faturamento e produtividade do setor no país, as empresas fornecedoras de componentes e acessórios da indústria do mobiliário entram em cena para levar a qualidade que já conquistou o Brasil ao exterior. Juntos, num esforço que tem até nome, Orchestra Brasil, esses empresários da Serra e parceiros de outros seis estados do país colocam o foco no mercado externo e calculam aumentar em 5% as exportações este ano e 15% no ano que vem.
Concebido e coordenado pelo Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves (Sindmóveis), o projeto conta com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) e do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do RS (Sebrae-RS) e reúne hoje 65 empresas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Bahia e Rio Grande do Norte.
De olho nas baixas barreiras técnicas e tarifárias, na facilidade cultural e aceitação de produtos, e ainda na logística mais competitiva, o foco do Orchestra Brasil este ano e em 2011 é conquistar mais mercado na América Latina, Central e na África do Sul. Estados Unidos e Europa, mercados já tradicionais, continuam com uma estratégia de permanência, gerando mais interesse, neste momento, para o segmento de software e ferramentas, atentos em consultorias comerciais para empresas americanas.
Para o polo moveleiro gaúcho, a qualificação da cadeia de fornecedores tem uma importância estratégica no que tange as exportações. "Devido ao fato de a maioria das indústrias pertencentes ao setor terem como característica o pequeno porte e a baixa escala de produção, sua competitividade está diretamente ligada à competitividade de seus fornecedores. Precisamos que os fornecedores de tintas, transporte, design, etc, também ofereçam vantagens competitivas que possam agregar valor à cadeia moveleira como um todo", explica Glademir Ferrari, presidente do Sindmóveis.
Fonte: www.vivanews.com.br - 15/6/2010








