Portaria vai ampliar benefícios para exportador que usa insumo nacional
A Secretaria de Comércio
Exterior (Secex) e a Receita Federal devem editar uma portaria conjunta
que amplia o benefício do drawback verde e amarelo. A nova portaria deve permitir, na prática, a eliminação da
cobrança de tributos federais na compra de insumos nacionais usados para
produção de mercadorias vendidas ao exterior sem programação
antecipada. Hoje o benefício existe somente para as exportações
previstas em um cronograma previamente apresentado pela empresa. Na nova modalidade de drawback, diz o secretário de Comércio
Exterior, Welber Barral, a empresa faz, na compra de insumos no mercado
nacional, o recolhimento normal do Programa de Integração Social (PIS),
Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e
Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A parte dos insumos aplicada na fabricação dos produtos exportados
dará direito a crédito dos tributos recolhidos. "Esses créditos poderão
ser usados na operação seguinte de compra de insumos para fabricação de
produtos para o mercado externo", diz o secretário. Segundo ele, a
possibilidade de uso dos créditos será imediata e automática, já na
compra seguinte de insumos. Por isso, não resultará em acúmulo de
créditos tributários. Segundo Barral, a portaria será editada até o fim do ano. O texto da
medida deve ser definido em breve com a Receita Federal. "A ideia é ao
mesmo tempo estimular as exportações e a aquisição de insumos no mercado
interno." A importação de insumos tem crescido e acompanhado o ritmo de
elevação das compras totais do exterior. Os insumos representam, segundo
o secretário, cerca de metade das importações totais brasileiras. As
exportações, porém, vêm crescendo em ritmo menor que os desembarques. De
janeiro a setembro de 2010 as exportações subiram 28,9%, enquanto as
importações cresceram 45,1%. O resultado foi o encolhimento do saldo
comercial, que baixou de US$ 21,2 bilhões nos primeiros nove meses de
2009 para US$ 12,7 bilhões no mesmo período deste ano. Ainda continua sem perspectiva, porém, a extensão do benefício do
drawback para o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços
(ICMS), pleito antigo dos exportadores. Por enquanto o benefício
continua restrito aos tributos federais. Outra medida para estimular as exportações deve ser levada à frente
sob forma de projeto de lei. Segundo o secretário, o governo avança na
elaboração do texto final para promover a exportação por empresas
enquadradas no Simples, o regime tributário destinado às pequenas
empresas. A medida, anunciada em maio pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega,
ainda aguarda aplicação prática. A proposta é fazer com que as receitas
de exportação não sejam contabilizadas no limite máximo de faturamento
anual do Simples. Hoje esse limite é de R$ 2,4 milhões anuais. As
empresas do Simples poderiam ter outros R$ 2,4 milhões em receitas
originadas com exportações e manter-se nessa sistemática de tributação. Segundo Barral, o projeto de mudança no Simples deve ser encaminhado
em breve ao Congresso e deve facilitar a exportação de médias empresas
de segmentos como calçados, vestuário e alimentos, por exemplo. Fonte: http://www.incorporativa.com.br/ (27/10/2010)








