Quase um terço das empresas da AL pretende reduzir aumentos salariais
Cerca de um terço (27%) das empresas da América Latina pretende reduzir a parcela do orçamento que é destinada a ajustes salariais, detectou pesquisa realizada pela Watson Wyatt com 441 executivos da área de Recursos Humanos, no mês de abril último.
De acordo com os dados, 56% das empresas da região já reduziram o
orçamento para ajustes salariais, para equilibrar as finanças em meio à
crise mundial. Para os profissionais
que terão aumento salarial, um terço dos entrevistados acredita que ele
será abaixo da inflação e 57%, que ele seguirá a inflação.
Medidas tomadas
Outra medida que está sendo tomada para a redução dos custos, diante do cenário de turbulência, é a não contratação
de novos empregados: 57% das companhias disseram que não abriram vagas
e outras 22% responderam que não pretendem abrir nos próximos 12 meses.
Dentre os principais temas que dizem respeito à área de RH mais
afetados até agora, a pesquisa ainda apontou redução ou suspensão de
treinamento e desenvolvimento, redução dos orçamentos para programas de
mérito e revisão dos pacotes de remuneração e benefícios.
A pesquisa ainda mostrou que a área de RH tem sido afetada com redução
do orçamento: 48% dos participantes do estudo responderam que os
recursos diminuíram para a área na empresa em que atuam, com queda
média de 15,9%. Outros 7% responderam que o orçamento aumentou, em uma
média de 14,9%.
Para os próximos meses, 29% pretendem diminuir (média de 13,5%) e
somente 2% planejam aumentar (média de 11,7%) o orçamento para a área
de RH.
Desafios
Outro ponto mencionado pelos entrevistados na pesquisa foi a
dificuldade na retenção de talentos. Cerca de 76% das empresas já
tomaram ou pretendem tomar alguma medida em relação à retenção de
pessoas em cargos estratégicos.
Quanto à oferta de mão-de-obra, metade das empresas considerou que ela
aumentou e 19% acreditam que só crescerá nos próximos 12 meses.
Apesar do clima de incerteza, aproximadamente 34% dos participantes
acreditam que o clima organizacional não tenha sido afetado e 37%
esperam que não seja afetado no futuro próximo. O restante se divide
entre visões otimistas e pessimistas frente à questão.
Fonte: http://web.infomoney.com.br/








