Risco de perder trabalhadores
Pela primeira vez desde os anos 80, espera-se baixa no fluxo de imigrantes aos países mais desenvolvidos, segundo estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OCDE.
Isso já ocorre no Reino
Unido, na Espanha e na Irlanda, entre os primeiros mais atingidos pela
recessão gerada com a crise financeira internacional.
O estudo - Perspectivas das Migrações internacionais - diz serem os
trabalhadores imigrantes os mais afetados pela degradação do mercado de
trabalho. São os primeiros a perder emprego - a taxa de desemprego
entre a população de imigrantes praticamente dobrou nos três países
mencionados. No primeirotrimestre deste ano, essa taxa ficou em 27,1%,
maior que a de 15,2% dos trabalhadores locais.
Isso se deve, assinala a OCDE, tanto aos efeitos da crise como
ao endurecimento das políticas nacionais para estrangeiros. Este ano,
pela primeira vez em muito tempo, não aumentou nos EUA o número de
trabalhadores temporários, geralmente estranegira em sua maioria. A
Austrália registrou recuo de 25% na entrada de trabalhadores
temporários qualificados entre janeiro e abril.
Na Espanha, no Japão e na República Tcheca entraram em vigor novas
políticas de incentivo ao retorno de estrangeiros desempregados ao país
de origem, oferecendo-lhes quantias em dinheiro.
Para a OCDE, essas ações não terão efeito prático significativo e
recomenda a tomada de medidas de recrutamento responsável, também para
evitar riscos de fuga de cérebros. Lembrando que o envelhecimento
demográfico nos países do grupo não vai desaparecer, propõe-se no
documento uma estratégia de gestão para a migração do trabalho,
definindo as necessidades do mercado de trabalho para ajustar os fluxos
migratórios, conter a imigração irregular e o emprego ilegal e integrar
os calndestinos na formalidade, de modo a permitir acesso a imigrantes
e dependentes a melhores condições de vida.
A imigração não é uma torneira que se abre ou fecha à vontade, ressalta
o documento : é preciso pôr em prática políticas proativas e eficazes,
que funcionem em conjunturas positivas e/ou negativas, capazes de
beneficiar tanto o país de origem como o de destino dos trabalhadores
estrangeiros.
A íntegra doestudo está em
www.oecd.org/els/migrations/pmi









