Setores produtivos do ES cobram investimentos do Governo Federal
"Representantes dos setores de rochas ornamentais de Cachoeiro de Itapemirim,
vestuário de Colatina, moveleiro de Linhares, metalmecânico da Grande Vitória e
do agroturismo da Região Serrana, se reuniram nesta quinta-feira para definir
uma agenda única para resolver gargalos e fortalecer os segmentos.
A
partir dessa agenda será criado um documento único, com as necessidades e
prioridades dos cinco setores para ser entregue ao Ministério do
Desenvolvimento, Comércio e Indústria. As entidades esperam receber ajuda do
Governo Federal para solução de problemas que emperram o crescimento dos setores
no Espírito Santo.
O empresário do setor moveleiro de Linhares, Valdir
Massucat, citou problemas de gestão, do desing dos produtos, falta de capital de
giro, além do antigo problema nas rodovias, usadas para escoamento da produção.
"Nossos fornecedores estão distantes aproximadamente 1.200 quilômetros e a nossa
malha rodoviária é ridícula e isso encarece muito o transporte devido a quebra
de veículos".
Para o presidente da Câmara do Vestuário da Findes, Paulo
Vieira, um dos principais entraves do setor de vestuário é a inserção do mercado
têxtil chinês no Brasil, vista como uma ameça pelos representantes do
segmento.
Já a logística é apontada por representantes do setor de
rochas, metalmecânico e moveleiro como uma das principais dificuldades. O
superintendente do Sindirochas, Romildo Tavares, ainda cita a deficiência dos
portos para escoar as rochas do Estado, que representam 60% das exportações do
Brasil. "Nosso setor passa por uma série de dificuldades principalmente na área
de exportação, de embarque de contêiner e na área portuária. Nós temos barreiras
também com relação à área de meio ambiente e também a segurança no
trabalho".
Apesar dos problemas, o setor de rocha apresentou crescimento
de 36% em 2006. A exportação nacional de rochas rendeu ao país 1,05 bilhão de
dólares e o Espírito Santo contribuiu com 680 milhões de dólares.
Além de
dificuldades, os representantes dos cinco setores também apontaram soluções para
os problemas, durante a reunião. Para o setor moveleiro, concentrado em
Linhares, há a proposta de uma feira de móveis que seja realizada anualmente
para atrair clientes e fornecedores de todo país e até do exterior. Já o setor
de rochas aposta na tecnologia e na melhoria do escoamento da produção. A
expectativa entre os representantes do segamento metalmecânico é o crescimento
do setor de gás e petróleo.
A partir da reunião desta quinta, os setores
serão representados por comissões que estarão em discussão permanente para
construir o documento com as necessidades e prioridades de cada setor. A
expectativa da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e Turismo
(Sedetur) é entregar esse documento até o dia 15 de fevereiro. A partir daí
haverá acompanhamento por parte dos grupos que representam os setores para que
haja resposta por parte do Governo Federal."








