Sustentabilidade ganha espaço na Movinter, em Mirassol
A Feira de Móveis do Estado de São Paulo (Movinter), que segue até sexta-feira (23/7/2010) em Mirassol, demonstra a preocupação da indústria moveleira com a sustentabilidade ambiental. Empresas investem em materiais como madeira de demolição, fibra de banana e garrafa PET, entre outros, para dar forma a móveis e também para cravar sua marca no mercado. É o caso da Oficina do Design, de São Paulo, que participa pela primeira vez do evento. A indústria fabrica cadeiras, poltronas e escrivaninhas em madeira de demolição (peroba) e aço inoxidável. Lonas de caminhão são utilizadas em almofadas das peças. “Nosso objetivo é abrir o mercado da região de Rio Preto”, disse o empresário Gelson Costa.
Durante a Movinter, o empresário pretende divulgar a marca, além de conquistar entre 20 e 30 clientes e fechar negócios de cerca de R$ 300 mil. Pela terceira vez na Movinter, a Etruria, de Mairinque (SP), investe na fabricação de colchões com garrafa PET. “Embora seja fora da nossa área, fazemos divulgação e também vendemos para outros comércios, que tem a linha cama, mesa e banho”, disse o gerente Gilberto Lombardi. Segundo ele, a produção de cerca de 300 mil cobertores por mês retira do meio ambiente três milhões de garrafas PET.
Colchões
Os fabricantes de colchões também têm investido em materiais inovadores, sempre buscando o maior conforto do produto. Pela primeira vez na Movinter, a Mannes, de Guaramirim (SC), trouxe três tipos de colchões da coleção 2010 para o evento. O diferencial é que são produzidos com fibras naturais como coco, banana e algodão orgânico. “O toque é mais suave, o que aumenta o conforto para quem usa”, explicou Anne Caroline Wagner, do departamento de marketing.
Ao consumidor, o preço do colchão de algodão é a partir de R$ 1.499. Os feitos com coco e banana custam a partir de R$ 1.299. Todos têm 1,58 metro. “Nossa meta é entrar com força no interior do Estado”, afirmou. A Pelmex, indústria de Rio Preto, também investe em colchões de fibra de bambu, o que torna o tecido mais térmico, ou seja, mais fresco. Além desse produto, a empresa está lançando na Movinter colchões com espuma de látex, viscoelástico e molas mini-pocket, todos voltados ao bem-estar do cliente.
Design
Na Ditália, indústria de Monte Belo do Sul (RS), que participa pela primeira vez da Movinter, uma das novidades são os móveis que levam uma lâmina importada do Japão. “Trata-se de um produto ecológico, que simula o aspecto da madeira, mas não é necessário derrubar árvores”, disse o gerente Francisco Ferri. A indústria fabrica itens para toda a casa, desde dormitórios, cozinhas e área de serviço. Outro diferencial, segundo Ferri, é que é a única do Brasil a ter acabamentos das molduras em 45 graus, o que favorece o visual. “Embora a maioria dos negócios seja fechada depois, vamos prospectar clientes e temos a expectativa de movimentar cerca de R$ 2 milhões”, disse.
A Imcal, de Jaci, escolheu a Movinter para apresentar móveis fabricados em novos padrões, ou seja, novas cores, como o grigio (cinza), nogal (jacarandá) e o ônix (cinza mais escuro). “O objetivo é divulgar a marca, os negócios continuam acontecendo dois anos depois da feira”, disse o diretor da empresa, Élcio Luiz Gonçalves Caneira. Outras novidades apresentadas nesta edição são os homes (móveis para sala) com espelhos, gavetas embutidas, com laterais em curvas e em diagonal. Uma peça que chama a atenção na empresa é uma espécie de armário com uma coluna giratória, para o quarto de meninas e adolescentes. Na coluna, uma das partes é destinada aos sapatos, na outra há um espelho e a terceira funciona como um porta-trecos.
A feira
A Movinter, voltada exclusivamente a lojistas e profissionais ligados à atividade moveleira, de 20 a 23 de julho, no pavilhão Interior Eventos, em Mirassol. Estão presentes 140 expositores de segmentos como colchões, móveis para sala, cozinha, quarto, escritório, entre outros. O polo moveleiro de Mirassol participa com 51 indústrias e o de Votuporanga com 25. Ao todo, há expositores de oito Estados brasileiros.
Os organizadores esperam superar a expectativa inicial, de movimentar R$ 180 milhões, em 10%. “A freqüência de público no primeiro dia já foi acima da média. A tendência para o segundo semestre é ser mais aquecido no varejo”, disse Augusto Balieiro, diretor da Múltiplos, organizadora da feira.
O presidente do Sindicato da Indústria do Mobiliário de Mirassol (Simm), presidente da Movinter, também acredita na superação das projeções. Ele destaca a qualidade dos produtos e a consagração do evento. “Em ano de eleições há maior injeção de dinheiro na economia. A construção civil também está aquecida, o que leva o consumidor a trocar os móveis.”
Programação
A programação de hoje da Movinter conta com a 7ª Rodada Internacional de Negócios, que será realizada a partir das 8h30, e segue amanhã. O evento é destinado aos expositores que integram o projeto Brazilian Furniture e deve reunir 23 indústrias, das quais 11 de Mirassol. O objetivo é ampliar a carteira de clientes do mercado externo.
Paralelamente à Movinter, continua a Mostra de Design realizada pelo Senai/Cemad. Estão expostos produtos de alunos e ex-alunos dos cursos técnicos em design de móveis do Senai-SP, com apoio dos fabricantes das peças. A palestra do projeto Caminhos do Varejo, que seria realizada hoje no Ipê Park Hotel, foi adiada para o mês de outubro, em data e horário ainda a serem definidos. A alteração atende à solicitação dos lojistas, que não teriam como acompanhar a palestra e participar da feira.
Fonte: www.diarioimoveis.com.br - 23/7/2010








