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Synteko reativa fábrica para atender moveleiras

É com base na expectativa do aumento da capacidade de produção das indústrias de chapas que a companhia prevê a volta para o azul em 2007, depois de operar dois anos no vermelho.

A palavra sinteco, no dicionário, significa verniz transparente para revestimento de assoalhos. O embelezamento de pisos já foi, de fato, o grande negócio da Synteko, empresa do grupo nacional Peixoto de Castro. Hoje o foco está na fabricação de resinas usadas em painéis de madeira para móveis e construção civil. E é com base na expectativa do aumento da capacidade de produção das indústrias de chapas que a companhia prevê a volta para o azul em 2007, depois de operar dois anos no vermelho.

Os primeiros sinais de que o balanço da Synteko poderá ganhar novo brilho começaram a aparecer no final do ano passado e se intensificaram no primeiro trimestre de 2007, quando a empresa vendeu 34% mais, na comparação com igual período de 2006. Como resultado do aumento da demanda, uma das duas unidades de Gravataí (RS), parada há oito anos, voltou a funcionar em março. Também está previsto acréscimo de produção em Araucária (PR), onde há duas fábricas. A quinta unidade fica em Uberaba (MG).

Em 2006, a Synteko repetiu o resultado de 2005 e teve receita líquida de R$ 224 milhões. O prejuízo foi de R$ 12 milhões. O diretor comercial, Adroaldo Carvalho, diz que, desde 2000, investiu R$ 130 milhões na estrutura produtiva, na esperança de um aumento na demanda. Como isso não aconteceu no prazo previsto, trabalhou com capacidade ociosa de 45% até 2006. Agora espera recuperar o tempo perdido. "Já estamos prontos para atender o mercado."

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Painéis de Madeira (Abipa), os fabricantes de chapas de madeira reconstituída deverão investir US$ 800 milhões nos próximos três anos. Com isso irão aumentar em torno de 40% a capacidade de produção de MDF e MDP (aglomerado), modernizar instalações e expandir as áreas de reflorestamento. A capacidade nominal instalada deverá passar de 5,9 milhões de m³ atuais para 8,2 milhões de m³ em 2009.

Carvalho conta que as resinas termofixas usadas em painéis são responsáveis por 95% do faturamento, mas a Synteko ainda faz verniz para assoalhos e também resinas para colar esponjas e cabos de talheres. O produto para assoalhos começou a ser importado da Europa no início dos anos 50 e passou a ser feito no Brasil em 1954.

A Synteko fabricou ceras e desinfetantes com a marca Polwax, mas a área foi vendida em 2005. "Até o final dos anos 90 o verniz era o principal negócio, mas depois houve uma virada", disse o diretor. A empresa já produziu aglomerado, a marca Madepan, vendida à Duratex na década de 80.

Segundo Carvalho, a resina responde por 30% dos custos dos painéis. A principal concorrente da empresa é a americana Hexion, mas ele disse que a Synteko é líder com cerca de 50% do mercado. Para 2007, o executivo prevê crescimento de 16% no faturamento. A empresa tem capacidade para produzir 450 mil toneladas de resinas por ano, mas atingiu apenas 244 mil toneladas em 2006. Como espera reação nos próximos dois anos, novos investimentos não são descartados a partir de 2009.

Fonte: Valor Online Newsletter - Ano 5 nº 1789 - 27/6/2007


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