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Tempo de mobiliar as novas casas

Vendas do varejo de móveis crescem 16,7% neste ano com expansão do setor imobiliário.

São Paulo, 31 de Outubro de 2007 - Vendas do varejo de móveis crescem 16,7% neste ano com expansão do setor imobiliário. Na esteira do crescimento do mercado imobiliário brasileiro e do crédito ao consumo, o varejo de móveis comemora avanços ao longo deste ano e espera bons resultados também em 2008. "Pode perder um pouco a força no próximo ano, mas ainda vai continuar positivo: o cenário macroeconômico caminha sem grandes problemas, o que é bom para a confiança do consumidor, a taxa de juros está declinante e o quadro é positivo para o setor imobiliário", afirma Francisco Pessoa Faria, da LCA Consultores.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o segmento de "móveis e eletrodomésticos" registra desempenho superior ao do comércio em geral. De janeiro a agosto - indicador mais recente do órgão, ele cresceu 16,7%, em volume, e 12,5%, em receita, ante o mesmo período do ano passado. O resultado fica acima da média registrada pelo indicador geral do comércio, de 9,7% e 11%, respectivamente, no mesmo período.

Na região metropolitana de São Paulo, o varejo de móveis e decoração acumula crescimento de 11,2% no faturamento até setembro, segundo a Associação Comercial de São Paulo.

O aumento da venda de móveis vem atrelado ao bom momento do mercado imobiliário, movido a financiamento farto. Este ano, de janeiro a setembro, 135,36 mil unidades residenciais foram financiadas, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário (Abecip). O número é 64,99% superior ao registrado no mesmo período do ano passado e se somados aos anúncios quase que diários de lançamentos feitos por incorporadoras e construtoras em todo o País, as perspectivas podem mesmo ser boas. O que fazer com tantos imóveis novos? Mobiliá-los.

Além da demanda estimulada pelas casas novas, o segmento acaba se beneficiando também pelo cenário macroeconômico positivo e boas perspectivas. "Em situações assim o consumidor topa renovar os móveis antes do que faria em outras condições", diz Faria. "Além disso, por questões como segurança, as pessoas estão passando mais tempo em casa e, por isso, tendem a investir mais no conforto do lar", completa a gerente de marketing do Lar Center Shopping, Gabriela Baumgart.

O empreendimento localizado em São Paulo, assim como o Shopping Interlar, é especializado em móveis e decoração e mostra um pouco desse aquecimento. "No terceiro trimestre tivemos um boom, mas as vendas estavam aquecidas desde janeiro", afirma Gabriela. As vendas no empreendimento cresceram cerca de 15% desde o início do ano, depois de ter registrado alta de 10% no ano anterior. Com movimento de 1,5 milhão de pessoas por mês, as perspectivas são de que as vendas do Lar Center encerrem o ano com alta entre 15% e 18%.

A Pesquisa Trimestral de Intenção de Compra no Varejo, realizada pelo Programa de Administração de Varejo (Provar) em parceria com o Canal Varejo, mostra que 9,8% dos consumidores - um dos maiores percentuais do estudo - pretende comprar móveis no último trimestre deste ano. A intenção do consumidor de adquirir móveis entre outubro e dezembro é 250% superior à verificada no mesmo período do ano passado.

O estudo mostra ainda que 51% dos entrevistados pretendem utilizar crédito para a aquisição dos produtos. "Um pedido médio em nossas lojas varia entre R$ 700 e R$ 800, por isso, o crédito tem impacto no nosso negócio", afirma o gerente comercial da lojas de móveis Tok & Stok, Nilo Signorini. Do começo do ano até agora, a rede que possui 25 lojas, registrou aumento de 20% nas vendas.

Segmento com alta margem de venda programada, o varejo de móveis tem seu melhor momento entre setembro e outubro. "É o segmento que primeiro demonstra o que vão ser as festas de final de ano", diz a superintendente do Shopping Interlar, Carla Bordon Gomes. No shopping, que possui 90 lojas, o crescimento de 18% superou a expectativa inicial de 10% prevista para os nove primeiros meses do ano.
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 8)(Valéria Serpa Leite)

Fonte: http://www.gazeta.com.br/integraNoticia.aspx?Param=6%2C0%2C+%2C1012726%2CUIOU

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