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Turbulência não deve alterar corte de juros

Mercado continua prevendo corte nos juros para 12,75%. Expectativa para o IPCA de 2007 recua para 3,88%, menor valor já estimado.

A turbulência nos mercados internacionais e o anúncio da saída do diretor de Política Econômica do Banco Central, Afonso Bevilaqua, feito na semana passada, não alteraram a perspectiva do mercado financeiro para a taxa básica de juros. Segundo pesquisa do BC, os bancos esperam um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, para 12,75% ao ano, na reunião do Copom desta semana.

O Comitê de Política Monetária se reúne nesta terça e quarta-feiras. É o último encontro com a participação de Bevilaqua. Em seu lugar, entrará o diretor de Estudos Especiais, Mário Mesquita, que acumulará os dois cargos. Atualmente, a taxa Selic está em 13% ao ano, o menor patamar da história. Mesmo assim, o juro real brasileiro (taxa oficial menos a inflação) ainda é o maior do mundo. O BC está reduzindo os juros desde setembro de 2005.

Para o fim de 2007, a estimativa do mercado para a taxa de juros permaneceu estável em 11,5% ao ano e, para o final de 2008, foi mantida inalterada em 10,5% ao ano. Com o passar do tempo, o mercado espera que os juros sejam reduzidos com menor intensidade. 

Os dados sobre as projeções do mercado são obtidos por meio de pesquisa realizada semanalmente pelo BC com cerca de cem instituições financeiras. Esses dados dão origem ao relatório de mercado, também conhecido como Focus, que é divulgado todas as segundas-feiras às 8h30.


Inflação

O mercado financeiro voltou a projetar queda para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2007, que mede a inflação oficial do país. Na quinta semana consecutiva de redução, o valor recuou de 3,91% para 3,88%, o menor já estimado. Para os próximos doze meses, a estimativa do mercado financeiro para o IPCA passou de 3,82% para 3,78%. No caso de 2008, a projeção de inflação permaneceu em 4%.

O recuo nas expectativas do mercado financeiro para a inflação favorece a queda da taxa de juros. Isso porque o BC define os juros básicos da economia brasileira com base nas metas de inflação. Para 2007 e 2008, a meta central é de 4,5%. Deste modo, a projeção do mercado tanto para 2007 quanto para 2008 está abaixo do centro da meta. Devido ao intervalo de tolerância, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja descumprida.



Câmbio e Balança Comercial

Para o fim de março, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio permaneceu em R$ 2,10 por dólar. Para o final deste ano, porém, caiu de R$ 2,15 para R$ 2,14 por dólar. O mercado também baixou de R$ 2,24 para R$ 2,22 por dólar a projeção para o fim de 2008.

Na última semana, a projeção de superávit da balança comercial em 2007 foi mantida estável em US$ 39 bilhões. Para 2008, a estimativa de superávit subiu de US$ 35 bilhões para US$ 35,5 bilhões. No caso dos investimentos estrangeiros diretos, a projeção do mercado para este ano caiu de US$ 17,5 bilhões para US$ 17,4 bilhões. Para 2008, foi mantida estável em US$ 18,20 bilhões.



PIB

A projeção do mercado financeiro para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2007 e de 2008 ficou estável em 3,5% na última semana. No caso da produção industrial, a estimativa do mercado para o crescimento deste ano permaneceu inalterada em 4% na semana passada e, para 2008, ficou em 4,5%.



Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL8988-5599-2881,00.html

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