Vendas de máquinas caem 5,2% em 2006
Os fabricantes de bens de capital devem encerrar o ano com faturamento real (descontando a inflação) de R$ 55,2 bilhões, uma queda de 5,2% em comparação com 2005.
"O mau desempenho do setor foi ocasionado pelo fraco crescimento da economia do país, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Para o ano que vem, a projeção é de uma alta de apenas 0,7%, alcançando R$ 55,6 bilhões. Entre os segmentos que deverão crescer acima das projeções da associação são bens sob encomenda, válvulas e equipamentos para o setor siderúrgico.
O consumo aparente de máquinas nos primeiros dez meses do ano (último dado consolidado pela Abimaq) somou no país R$ 45,7 bilhões, uma queda de 1,2% em comparação com o mesmo período em 2005.
De
acordo com o presidente da entidade, Newton de Mello, o desempenho só
não foi pior por conta das exportações, que fecharão 2006 com alta de
12% em relação ao ano anterior.
De janeiro a outubro as vendas externas somaram US$ 8 bilhões, incremento de 13,7% sobre igual período do ano passado. "Em muitos casos os fabricantes estão amargando prejuízos com as exportações, por conta do dólar fraco", afirmou Mello. Os principais destinos das máquinas brasileiras foram Estados Unidos, Argentina, Alemanha e México.
Segundo o executivo, no ano que vem a postura dos exportadores será mais "reativa", isto é, continuarão atendendo os clientes cativos no exterior, mas não irão em busca de novos mercados.
Em 2007 o consumo aparente deve manter os mesmos níveis observados ao longo deste ano, disse o presidente da Abimaq. Dessa forma, as importações também vão permanecer estáveis. Até outubro, foram adquiridos no exterior US$ 8,1 bilhões, vindos sobretudo dos Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão. Foram importados da China o equivalente a US$ 409 milhões, o dobro do registrado nos dez primeiros meses de 2006.
Em 2007 os investimentos do setor permanecerão na casa dos R$ 3 bilhões, semelhante a 2006, voltados principalmente para renovação do parque fabril. Em 2004, as empresas fizeram aportes de R$ 6 bilhões, valor reduzido para R$ 4,5 bilhões no ano passado."
Fonte: IEA/Funcex - Valor Econômico - 13/12/2006








