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Volume de exportações do RS continua crescendo abaixo da média nacional

As exportações do Estado registraram, em maio, o valor de US$ 1,57 bilhão, atingindo 8,9% do total de US$ 17,70 bilhões do País. Com esse resultado, o Rio Grande do Sul ficou na quarta posição do ranking nacional, abaixo de São Paulo (24,3%), Minas Gerais (14,2%) e Rio de Janeiro (12,2%). Em relação a maio do ano anterior, o seu desempenho (20,6%) ficou abaixo do nacional (47,7%). Tal resultado foi conseqüência dos aumentos do volume físico exportado (2,9%) e dos preços em dólares (17,2%).

Examinando as exportações do Rio Grande do Sul segundo os setores de atividade, constata-se que a agropecuária, com 29,6% do total, apresentou, em relação ao mesmo mês do ano anterior, elevação no valor exportado (29,9%), resultado dos acréscimos no volume (24,0%) e nos preços em dólar (4,8%). Os embarques de soja continuaram em alta em maio, alcançando o valor de US$ 445,3 milhões, conseqüência direta do aumento (26,3%) do volume exportado. A indústria de transformação, por sua vez, com 69,8% do total, registrou crescimento no valor (17,2%), resultado da subida dos preços (22,9%). O volume de maio ainda é menor (-4,7%) que o de um ano atrás. Ainda na indústria, salientam-se os crescimentos, no volume físico exportado, nos setores de alimentos e bebidas (13,4%), de veículos automotores (70,0%) e de máquinas e equipamentos (24,0%), e as quedas nos setores de fumo (-24,4%), de derivados de petróleo (-40,2%) e de químicos (-25,5%).

Por países de destino, ressaltam-se os crescimentos nos valores exportados para a China (44,1%), para a Argentina (67,5%) e para a Coreia do Sul (1.597,4%), e a queda nos destinados à Alemanha (-54,7%), à Bélgica (-33,6%) e ao Uruguai (-35,6%).

No acumulado do ano até maio, as exportações do Rio Grande do Sul atingiram US$ 5,65 bilhões, 7,8% do total de US$ 72,09 bilhões do País, mantendo o Estado na quarta posição do ranking nacional, abaixo de São Paulo (26,16%), Minas Gerais (13,6%) e Rio de Janeiro (11,0%). As exportações estaduais registraram, nesse período, um desempenho (17,1%) pior que o nacional (29,9%). O volume físico exportado pelo Estado aumentou apenas 0,4%, e os preços cresceram 16,6%.

Considerando os setores de atividade, observa-se, na agropecuária, um aumento de 29,9% no valor exportado, resultado dos crescimentos do volume (20,8%) e dos preços (7,5%), fazendo com que o setor atingisse 14,7% de participação nas exportações totais. Os volumes embarcados de soja (26,1%) e de trigo (83,8%) tiveram crescimento no período. A indústria de transformação, com 83,6% do total, teve um acréscimo de US$ 598,0 milhões, decorrente do aumento dos preços (17,6%), já que o volume caiu 2,6%. Distinguem-se, no aumento das quantidades embarcadas, os setores de veículos automotores (43,0%), de metalurgia básica (184,3%) e de químicos (3,6%), e as quedas de volume nos setores de fumo (-21,9%), de alimentos e bebidas (-5,6%) e de máquinas e equipamentos (-8,9%).

Por países de destino, salientam-se os aumentos nas exportações para a Argentina (69,9%), para a China (30,5%) e para o Paraguai (73,2%), e as reduções para a Alemanha (-30,2%) e para a Bélgica (-26,8%). 

FEE/Centro de Informações Estatísticas/Núcleo de Produtos Estatísticos

Fonte: www.fee.rs.gov.br - 09/7/2010

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