A revolução do conhecimento
Os investimentos em educação profissional são parcela importante no objetivo de universalização do ensino, que, necessariamente, deve pautar as prioridades das nações que encaram com responsabilidade o desafio do desenvolvimento.
No Estado de São Paulo, a indústria é responsável por
23,08% de todos os empregos e paga salário médio de R$ 1.452, valor
acima de todos os demais segmentos. Em termos nacionais, o setor
representa mais de um terço do Produto Interno Bruto (PIB). Esses dados
são ainda mais relevantes se considerarmos que produtos
industrializados e com tecnologia agregada integram de maneira
expressiva a pauta das exportações, contribuindo para que a performance
do comércio exterior brasileiro desafie e vença uma política cambial
ainda desfavorável. É mais uma prova de que está correta a tese quase
unânime de especialistas e economistas quanto ao papel decisivo da
indústria na promoção do crescimento sustentado, criação de empregos,
multiplicação e distribuição de renda.
Tais atributos do setor
exigem a preparação de profissionais qualificados, considerando o papel
do capital humano para o sucesso das empresas. Comprometida com essa
demanda, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) tem
investido na rede do Senai-SP, abrindo novas escolas e ampliando outras
unidades em todo o Estado. Ao atender à formação de mão-de-obra, dentro
dos mais contemporâneos padrões pedagógicos e técnico-educacionais, a
indústria paulista cumpre dois objetivos relevantes: supre as empresas
na vertente crucial dos recursos humanos e contribui para a melhoria de
vida de milhares de jovens e profissionais, abrindo-lhes novas
perspectivas em suas carreiras.
Os investimentos em educação
profissional são parcela importante no objetivo de universalização do
ensino, que, necessariamente, deve pautar as prioridades das nações que
encaram com responsabilidade o desafio do desenvolvimento. É óbvio que
esse esforço deve abranger a educação infantil, o ensino fundamental e
o ensino médio. Oferta de qualidade nesses três níveis a crianças e
adolescentes de todo o País, não importa a faixa de renda na qual
estejam suas famílias, é imprescindível para democratizar oportunidades
e garantir acesso à plenitude da cidadania.
Nesse contexto, a
indústria paulista também tem exercitado sua responsabilidade social,
por meio do Sesi-SP, que atende a 125 mil alunos/ano na educação
infantil e ensino fundamental e que, agora, passa também a ministrar
ensino médio, além de ofertar 60 mil vagas anuais a jovens e adultos
que não puderam concluir estudos na idade convencional. Como
assistência médica e alimentação se constituem fatores condicionantes
da capacidade de aprender, a instituição mantém o programa Saúde
Escolar, com acompanhamento médico, psicológico, odontológico e
fonoaudiológico, e fornecendo 2,7 milhões de refeições/ano em sua rede
escolar. Nas empresas, há programas preventivos de saúde, reabilitação
de trabalhadores acidentados, tratamento de doenças ocupacionais e
orientação nutricional. Além de cumprir com excelência seu papel nas
áreas educacional e de saúde, o Sesi-SP ainda contribui nos segmentos
de cultura, esportes e lazer.
Não há dúvida de que, no âmbito da
meta de expansão mais consistente do PIB brasileiro, a realização das
reformas estruturais, como a tributária, política, previdenciária e
trabalhista, é essencial, bem como a queda dos juros, ajuste do câmbio
e sucesso do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Entretanto
nada disso será suficiente para garantir ao Brasil o avanço além de um
patamar medíocre de desenvolvimento.
Com as exigências
competitivas da economia contemporânea, o saber tornou-se elemento
explícito do progresso. Assim, o desafio da educação se alinha entre as
prioridades nacionais. Vencê-lo, contudo, não é responsabilidade apenas
do Estado. Cabe às organizações do setor privado um papel relevante
nesse processo. Afinal, como afirma Alvin Toffler, a presente
civilização encontra-se na chamada Terceira Onda, ou seja, uma era na
qual os setores produtivos dependem cada vez mais do conhecimento.
Portanto é imprescindível e justo o engajamento crescente das empresas
e de suas entidades de classe na meta de contribuir para que a
revolução do ensino seja a grande base de um Brasil cada vez mais
avançado.
fonte: http://si.knowtec.com:8080/scripts-si/Most - 23/02/2007








