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Abimaq: venda de máquinas acelera no início do ano

Entidade ressalva, no entanto, não saber se crescimento é "bolha" ou tendência

Segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o faturamento nominal do setor cresceu 4%, no primeiro bimestre de 2007, em relação ao mesmo período do ano passado. No mesmo período, o consumo de máquinas avançou 7,1%.

"Esse bimestre registrou reação frente aos números do ano passado, o que nos surpreendeu. E não sabemos se esses números são uma bolha ou uma tendência positiva", disse o presidente da Abimaq, Newton de Mello.

O desemprego, porém, aumentou 1,4%, no mesmo período, com o número de trabalhadores do setor caindo de 211.990 para 209.071.

O faturamento, no primeiro bimestre de 2007, ficou em R$ 7,773 bilhões, ante R$ 7,476 bilhões, de janeiro a fevereiro do ano passado. Para Mello, o aparente fim da crise agrícola e o maior poder aquisitivo da população podem explicar esse avanço.

"A geração de riquezas no interior, pelo fim da crise agrícola, acabou proporcionando uma demanda maior por bens de consumo duráveis, que necessitam de máquinas", salientou.

O consumo de máquinas no país nos dois primeiros meses de 2007 atingiu R$ 9.067 bilhões, ante R$ 8,466 bilhões, em janeiro e fevereiro do ano passado.

O presidente da Abimaq ressalta que a população "está mais corajosa" para contrair crediário e financiamentos: "O aumento do consumo de bens de consumo duráveis, como televisores ou automóveis, reflete uma demanda maior à indústria, ampliando a utilização de máquinas", argumenta.

O nível de capacidade instalada de bens de capital mecânicos avançou 3,8% nos dois primeiros meses de 2007, sobre o mesmo período de 2006, de 79,85% para 82,87%.


Fonte: http://www.monitormercantil.com.br/mostra_noticia.asp?id2=40903&cat2=conjuntura - 09/04/2007

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