AMERICANOS CAUTELOSOS QUANTO AO VALOR DO DESIGN BRASILEIRO - 06/04/2006
Os distribuidores e varejistas americanos, estão recebendo “tratamento real” no Brasil, mas é difícil dizer se isso será o bastante para convencê-los do valor dos produtos brasileiros.
AMERICANOS CAUTELOSOS QUANTO AO VALOR DO DESIGN BRASILEIRO
Os
distribuidores e varejistas americanos, estão recebendo “tratamento real” no
Brasil, mas é difícil dizer se isso será o bastante para convencê-los do valor
dos produtos brasileiros.
Vinte ou mais comerciantes do setor de móveis dos Estados Unidos estavam entre
os 90 visitantes estrangeiros que fizeram parte do Projeto Compradores
Internacionais da mostra recentemente organizada pela ABIMAD – Associação
Brasileira das Indústrias de Móveis de Alta Decoração. O grupo deu notas altas
à equipe de funcionários da ABIMAD por seus esforços, mas não ficou exatamente
impressionado com o design brasileiro.
Seguem alguns de seus comentários:
Perry Sigesmund, proprietário da PerLora, loja de linha contemporânea de alta
decoração de Pittsburgh, Pensylvania:
“Foi definitivamente uma experiência de aprendizagem. Mas eu não estou certo se
os produtos são compatíveis com as necessidades dos nossos consumidores.”
Disse ele quanto a estofados, “Encontrei produtos que estavam acima dos
chineses na questão qualidade/preço. Estamos dispostos a trabalhar com eles
quanto a preços.”
“Apenas não tenho certeza se eles são mais interessantes para nós, do que
produtos provenientes de outros lugares,” adiciona. “Quando você compara
produtos que vem da Holanda, por exemplo, com os produtos italianos, a
diferença é vísivel.”
Herschel Alpert, presidente da Alpert s de Seekonk, Massachussets:
“Enquanto eu olhava os produtos, eu percebi que era o estilo italiano que
dominava primordialmente, mas não achei que eles seriam particularmente
impactantes para o mercado americano. Baseados no câmbio entre o dólar e a
moeda brasileira, eles não representam valor particular.”
Alpert elogiou a equipe de funcionários da ABIMAD, mas sentiu que os
expositores da mostra não “estavam preparados para tratar do mercado americano
porque não havia nenhum grande esforço para haver pessoas falando inglês nos
estandes.”
“Havia algumas coisas que eu vi que seriam interessantes se eu tivesse uma pequena
loja de alta decoração, e procurasse produtos originais com uma história
original,” disse ele.
Howard Haimsohn, presidente da Lawrance Contemporary Home Furnishings de San
Diego, Califórnia:
“Eu vi alguns produtos que seriam apropriados para nossas lojas. Havia alguns
projetos contemporâneos muito bonitos, porém nada que diferisse muito do que
veríamos em um bom fabricante americano ou italiano.”
Haimsohn ficou decepcionado por não ver produtos de madeiras exóticas do
Brasil, que poderiam ter feito a diferença. Mesmo para produtos deste tipo,
disse ele, que custos com despacho e problemas inerentes a importação seriam
preocupantes.
“Eu penso que eles (os brasileiros) estão um pouquinho presos entre a Itália e
a China, como nós,” acrescentou.
Gary Evans – Furniture Today








