BNDES eleva orçamento do Prosoft para R$ 5 bilhões
O aumento da demanda por projetos na área de
tecnologia da informação fez com que o Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) quintuplicasse os recursos
disponíveis para o Prosoft (Programa para o Desenvolvimento da
Indústria Nacional de Software e Serviços de Tecnologia). Desse modo, o
orçamento que antes era de R$ 1 bilhão passou a ser de R$ 5 bilhões.
A iniciativa foi aprovada pela direção do banco em razão do
crescimento da demanda por recursos do programa, especialmente depois
do lançamento da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), em maio
do ano passado.
Segundo o BNDES, a carteira de projetos acumulada nos últimos
três anos, até julho, somou R$ 2,8 bilhões. Apenas no período de
janeiro a julho deste ano a carteira de projetos no fluxo da análise
(que inclui operações contratadas, aprovadas e em análise) do Prosoft
já soma R$ 1,4 bilhão.
O valor supera a iniciativa incluída na PDP para o desembolso
do programa, de R$ 1 bilhão até 2010, do qual o setor é um dos
destaques, por ser considerado estratégico para a competitividade das
empresas brasileiras.
Para se ter um parâmetro do crescimento do volume de
empréstimos, em 2006 as contratações acumuladas somavam cerca de R$ 425
milhões. O BNDES Prosoft foi criado em 1999 e tem prazo de vigência até
31 de julho de 2012. Ele tem três subdivisões: BNDES Prosoft – Empresa,
que apoia investimentos e planos de negócios de companhias de software
e de serviços de tecnologia da informação por meio de financiamento e
participação acionária; BNDES Prosoft – Comercialização, que financia
aquisição de programas desenvolvidos no Brasil; e BNDES Prosoft –
Exportação, que apoia, na fase de pré-embarque, o desenvolvimento de
software e de TI destinados à exportação e, no pós-embarque, financia a
comercialização, no exterior, dos produtos elaborados no Brasil.
O destaque é a modalidade BNDES Prosoft – Empresa, na qual as
operações destinadas às micro, pequenas e médias empresas são
responsáveis por cerca de 85% do total da carteira de projetos.
Fonte: TI Inside (09/10/2009)








