Brasileiro não tem o hábito de trocar a mobília de casa.
Brasileiro não tem o hábito de trocar a mobília de casa. Eis uma verdade incontestável.
Brasileiro não tem o hábito de trocar a mobília de casa. Eis uma
verdade incontestável. Não adianta procurar culpados por isso na renda,
no emprego ou crédito na praça. É uma questão meramente cultural.
Enquanto a cama, o roupeiro e o estofado da sala puderem agüentar, vai
se levando. Em troca, ele elege outras prioridades, que levam em conta
a relação custo-benefício, apelo consumista e o status que os bens
proporcionam. A lista inclui aparelhos celulares, TV de LCD e plasma,
máquinas digitais ou um pacote turístico.
A má notícia que chega
aos cerca de 14 mil fabricantes de móveis de todo o país é que a
realização de uma campanha inédita de valorização do móvel, em nível
nacional, foi abortada, pelo menos nos moldes que foi discutida nos
últimos três anos entre os integrantes da cadeia.
A informação é
confirmada pelo presidente da Associação Brasileira das Indústrias de
Painéis de Madeira (Abipa), José Antônio Goulart de Carvalho. A bolada
seria formada com 1% da venda de painéis pelos associados da entidade,
reconhecidamente a grande incentivadora do projeto. Em 2006, a Abipa
registrou vendas da ordem de R$ 45 bilhões.
O presidente da
Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel), José
Luiz Diaz Fernandez, informa que o projeto está parado e que uma das
primeiras ações apontavam um gasto inicial de R$ 5 milhões,
correspondente ao período de 90 dias. "É essencial que, após ser dada a
largada, não haja descontinuidade para que o público fixe bem as
mensagens", diz Fernandez, eleito recentemente para a presidência da
Abimóvel, admitindo ainda a necessidade de promover novos encontros
para que haja convergência das idéias.
"Gostaria muito de
incentivar o consumidor a renovar sua mobília, mas lamentavelmente
temos encontrado dificuldades em virtude de haver muitos participantes.
Por isso, a campanha permanece em stand by", diz o presidente da Abipa,
também recém-chegado ao posto. O consórcio envolve também fornecedores
de insumos, acessórios e matérias-primas.
Desde que o Programa de
Administração do Varejo (Provar), órgão vinculado à Fundação Instituto
de Administração da USP, começou a pesquisar a intenção de compras, o
item mobília aparece sempre nas posições intermediárias ou do meio para
o final da fila.
O coordenador do Provar, Cláudio Felison,
considera válida uma campanha focada no móvel, "desde que seja para a
ampliação do mercado", ressalva. Para ele, o principal fator restritivo
é a renda.
"A renda média do brasileiro atualmente é de R$ 1,1
mil. Ele usa 10% para pagar dívidas e prestações. O que acontece? As
diferentes categorias de produtos disputam esta renda limitada. Ao
consumidor cabe decidir entre postergar uns e outros não. O móvel se
enquadra no rol dos itens postergados pelo fato de o consumidor poder
conviver com ele por mais tempo; é o efeito elasticidade", diz Felison.
"Veja o caso de uma geladeira estragada. Como o preço que iria gastar
num concerto fica próximo de uma nova, ele decide pela compra."
Fonte: (Gazeta Mercantil/Gazeta do Brasil - Pág. 11)(Guilherme Arruda) http://www.investnews.com.br/integra - 11/04/2007









Móveis ou carro novo?
Além de celulares, TV de plasma, viagens e máquinas digitais o carro novo, ou semi-novo em muitos casos, é outra grande prioridade na vida dos brasileiros. Com financiamentos de até 5 anos, mais pessoas estão tendo acesso ao carro novo. Acredito que uma forte campanha de valorização do móvel seja fundamental para incentivar o brasileiro a investir na compra da mobília.