Ferramentas Pessoais
Você está aqui: Página Inicial Tecnologia Celulose torna plástico até 3.000 vezes mais resistente
Acessar


Esqueceu sua senha?
 

Celulose torna plástico até 3.000 vezes mais resistente

Pesquisadores da Universidade de Nova Iorque, Estados Unidos, descobriram uma técnica que pode tornar o plástico até 3.000 vezes mais resistente, gerando um novo material que, além de leve, será biodegradável.

Celulose torna plástico até 3.000 vezes mais resistente

Testes com o novo plástico

A chave para a nova técnica é a adição de nanocristais de celulose, extraída de materiais como madeira de reflorestamento ou mesmo polpa de laranja, cana ou restos de processamento de vários outros vegetais.

O reforço do plástico é normalmente feito com vidro. Mas os cristais de celulose têm várias vantagens: o vidro é mais pesado e mais duro, logo, mais caro de ser trabalhado. Além disso, ele não se degrada no solo.

"Adicionando uma onça [3 gramas] de cristais em uma libra [450 gramas] de plástico, você pode aumentar a resistência do plástico por um fator de 3.000," diz o Dr. William T. Winter, coordenador da pesquisa. "E, no final, no depósito de lixo, será apenas dióxido de carbono e água, que poderão ser coletados e transformados em mais biomassa."

Além de reforço de materiais plásticos, as nanocristais de celulose poderão ser utilizados em cerâmicas e em aplicações biomédicas, como juntas artificiais e equipamentos médicos descartáveis.

O processo de fabricação dos nanocristais começa com a purificação da celulose, removendo-se a cera e a lignina presentes na biomassa. A seguir a celulose é homgeneizada e então moída sob alta pressão, gerando cristais com dimensões na faixa dos nanômetros (bilionésimos de metro).

O protótipo de reator criado pelo cientistas consegue processar 500 gramas do novo material de cada vez. Isso é muito em relação aos 5 gramas tradicionais das experiências em laboratório, mas ainda distante de qualquer operação em escala comercial. Esta é justamente a tarefa à qual eles vão se dedicar agora.



Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010160061020  - 24/10/2006

Ações do documento