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Chegou a hora de o desktop dizer adeus?

Entre cinco e dez anos, alguns analistas prevêem que a venda de notebooks vai superar a de desktops.

Quando Paul Scheib, do Hospital Infantil de Boston, sai para fazer compras de PCs para a instituição em que trabalha, sua escolha geralmente é por desktops.
Apesar do preço dos computadores portáteis ter caído nos últimos anos, as máquinas de mesa (desktops)  ainda são mais baratas. Também é mais fácil proteger o equipamento contra o download de informações sensíveis em CD-ROMs ou memory sticks USB. Dos 5,4 mil PCs em uso no hospital, somente 600 são notebooks, e boa parte deles só transita pelos corredores do hospital, com a segurança garantida por cartões móveis.
“Os desktops são a escolha padrão, a menos que exista uma necessidade específica de mobilidade”, afirma Scheib, diretor do departamento de serviços de informações e CSO (chief security officer) do hospital.
Mas o executivo tem um estilo de pensamento que está quase extinto. Na medida em que o preço de um computador móvel com o modelo mais moderno de processador, tela de 17 polegadas e um grande disco rígido se aproxima hoje do preço de um desktop, os notebooks passaram a ser a opção padrão para muitas companhias.
Com um notebook e acesso a internet sem fio amplamente disponível, os funcionários podem trabalhar integralmente a partir de suas casas (o que reduz a necessidade de caros escritórios espaçosos), trabalham mais horas pelo mesmo pagamento ou continuam trabalhando quando acontece algum desastre os impede de chegar ao escritório.
Enquanto espera-se que a venda de PCs em todo o mundo cresça 12,2% este ano, avalia-se que a venda dos computadores portáteis vão aumentar em 28%, de acordo com analistas do IDC. Bob O´Donell, vice-presidente para clientes e displays da IDC, prevê que os notebooks vão representar mais de metade de todos os computadores vendidos nos Estados Unidos no terceiro trimestre deste ano.
Ele também acredita que a ultrapassagem dos notebooks ante o total de desktops deverá acontecer em todo o mundo por volta de 2010. Os notebooks começaram a superar as vendas de desktops no quarto trimestre do ano passado no Leste Europeu e isso já acontece há anos no Japão, segundo o executivo.
O’Donnell espera que as vendas de computadores portáteis mantenham um crescimento de dois dígitos pelos próximos anos, na medida em que a mobilidade continua a atrair os compradores em detrimento dos desktops.
A tendência em torno do notebook é ainda maior em boa parte dos países desenvolvidos onde tanto corporações como clientes finais podem pagar a diferença de 200 a 300 dólares por um notebook, quando comparado ao desktop. Pelo lado do consumidor, muitas famílias substituem um desktop antigo por um ou mais notebooks, garante O´Donnell. O fato de que muitas universidades exigem que seus estudantes comprem essas máquinas também reforça essa tendência.
Enquanto muitos notebooks bem equipados estão disponíveis por menos de mil dólares, eles freqüentemente exigem a compra de periféricos externos como tela externa ou teclado para tornar o notebook mais confortável durante o uso no escritório, pontua Tim Tobul, diretor executivo de marketing para produtos de negócios emergentes da uma unidade da Lenovo.
Também há o fato de que os notebooks normalmente devem ser substituídos a cada três anos devido ao desgaste que sofrem, comparado com quatro ou cinco anos para desktops, segundo ele. Roger Kay, presidente de pequisa da Endpoint Technologies Associates, afirma que o design modular dos desktops os torna mais fáceis e baratos para reparar.
Analistas divergem sobre quanto o preço a mais hoje cobrado pelos notebooks pode cair. Kay prevê que alcançará “perto de zero” na medida em que os engenheiros, em busca da redução de energia usada e o calor gerado pelos desktops, começam a usar  mais componentes de notebooks, como os processadores que economizam energia.
Ele também diz que, enquanto isso pode custar mais para desenhar as menores partes do notebooks, uma vez em produção eles podem custar menos do que seus componentes de desktop, porque são menores e usam menos matéria-prima.

Fonte: <http://cio.uol.com.br//>

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