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China investe em inovação e tecnologia para continuar crescendo

A economia chinesa precisa investir em inovação e em tecnologia nacional se quiser em 2010 ser duas vezes do tamanho que era em 2000, prevêem analistas que participam do Fórum Econômico Mundial, que ocorre nesta semana em Pequim.

China investe em inovação e tecnologia para continuar crescendo

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A tendência é que o PIB (Produto Interno Bruto) chinês deixe de ser baseado no setor de manufaturas e construção civil e passe a se fundamentar no segmento de serviços, como é característico aos países desenvolvidos, dizem os especialistas.

No entanto, para fazer uma transição bem sucedida a China precisa desenvolver tecnologia nacional, investir na qualificação do capital humano e reforçar as leis de propriedade intelectual, como estímulo à criatividade.

Atualmente, boa parte do lucro das fábricas chinesas é remetido ao exterior para o pagamento de royalties. Por exemplo, mais de 80% dos chips digitais manufaturados no país são de propriedade intelectual estrangeira.

O desenvolvimento de tecnologia nacional ainda é fortemente baseado na cópia e na adaptação de idéias e produtos importados. Além disso, o esforço das autoridades no combate à pirataria deixa a desejar, segundo os Estados Unidos e o Japão.

O ministro de Ciência e Tecnologia chinês, Xu Guanhua, disse em uma palestra no Fórum que a China precisa reforçar a proteção à propriedade intelectual não só por causa das exigências feitas pela Organização Mundial do Comércio (OMC), à qual o país quer se filiar, mas para o seu próprio bem.

“Se nós falharmos ao assegurar o respeito à propriedade intelectual, toda essa conversa sobre inovação terá sido em vão”, explicou Xu.

Incentivo

A China reconhece que está perdendo competitividade e dinheiro e por isso colocou o incentivo à inovação e à tecnologia nacional como prioridades no 11º plano qüinqüenal, que vigora a partir do segundo semestre de 2006.

“Inovação é a alma do avanço de uma nação e inesgotável força de prosperidade”, disse o vice-primeiro ministro, Zeng Peiyan.

O investimento em pesquisa e desenvolvimento tem crescido. No meio da década de 90, correspondia a 0,57% do PIB, atualmente representa 1,23% e o plano é chegar a 2,5% em 2025. Os Estados Unidos, que são referência em pesquisa e desenvolvimento, dedicam 2,76% de seu PIB para esses fins.

Entre as medidas do plano qüinqüenal estão previstos fundos para pesquisa nas áreas de energia e recursos naturais, proteção ambiental, design de equipamentos e software, biotecnologia e indústria aeroespacial.


Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2006/09/060912_chinainovacaoml.shtml

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