Ferramentas Pessoais
Você está aqui: Página Inicial Tecnologia China leva produção global a 1,24 bilhão de toneladas
Acessar


Esqueceu sua senha?
 

China leva produção global a 1,24 bilhão de toneladas

A expansão acelerada da produção mundial de aço, que cresceu 100 milhões de toneladas em cada um dos dois últimos anos, não deverá se repetir neste ano, na visão de especialistas e analistas do setor.

O motor desse crescimento, as usinas chinesas, deve desacelerar seu ritmo, mas ainda com crescimento na faixa de 10% a 12%. No ano passado, quando o mundo produziu 1,24 bilhão de toneladas (aumento de 8,8% sobre 2005), a China respondeu por 418,8 milhões de toneladas - alta de 17,7%.

Rodrigo Ferraz, analista da Brascan, prevê uma redução no ritmo das siderúrgicas puxada principalmente na China. Até pouco tempo atrás, as usinas locais produziam desordenadamente e tinham pouca eficiência. O país deixou para trás o déficit na balança comercial de aço, de 13 milhões de toneladas em 2004. Zerou em 2005 e no ano passado fechou com superávit de 33 milhões de toneladas. As medidas de consolidação do setor no país podem fazer com que a produção no país cresça 10% neste ano e será o menor percentual previsto da demanda interna. E há o receito de excedentes de exportação empurram os preços para baixo.


Germano Mendes Paula, especialista da Universidade Federal de Uberlândia, lembra que a China, se continuar a ampliar sua desova de aço em outros mercados, pode criar conflitos comerciais e enfrentar restrições a importações, como anúncios de pressões na Europa. "A expansão do país ficará em linha com o crescimento doméstico e pressões externas, pois poderá desencadear uma onda protecionista, como em 2001", afirma Mendes. Assim, as exportações do país tendem a ser mais pontuais, principalmente aos EUA e Europa.


Para Mendes, esse será um ano de crescimento global menor de aço, pois os países maduros não vão compensar a menor produção da China. "Todas as atenções voltam-se para a Índia, que tem matéria-prima, consumo doméstico em alta e um plano de governo para expansão do setor". No resto do mundo, o ritmo de expansão deverá permanecer como em 2006, mas há algumas dúvidas, como o crescimento econômico dos EUA.


O analista prevê queda de 15% nos preços das placas ao longo do ano (hoje, está entre US$ 450 a US$ 500 a tonelada). É o mesmo valor pago em meados de 2006 e não é considerado um preço "baixo".


Sobre o Brasil, que viu sua produção estagnar e perdeu posições para Índia e Itália, prevê aumento da produção, reativado por medidas que ajudem a elevar o consumo interno. Se o PIB do país crescer 3%, a produção poderá subir 5%.


Deve ganhar contornos mais definidos a estratégia das empresas para deslocar suas produções para países com menor custo de produção, deixando a laminação (que agrega valor ao produto) em países desenvolvidos. Este é o novo desenho da siderurgia, cujo processo de consolidação o analista acredita que vai durar cerca de 10 anos pela frente. Além de ampliar mercado, as usinas querem ter acesso a novas tecnologias e enriquecer o portfólio de produtos.


Reinaldo Grasson, gerente sênior da área de fusões e aquisições da Deloitte, prevê que a briga das empresas será para fazer parte dos maiores produtores do mundo. Economias emergentes vão acelerar a consolidação do setor, pois sua empresas estão capitalizadas. "Há liquidez alta e crédito disponível para as ofertas de compras".


Luiz Rogé, economista-chefe do departamento de análises da CMA, também aponta mesmo ritmo de crescimento em relação a 2006, com uma aceleração no processo de fusões. Aponta desaceleração da China por conta das medidas restritivas de produção.


Fonte: Patrícia Nakamura, http://si.knowteorigem=fiqueatento&nomeCliente=FUNCEX&data=2007-01-23


Ações do documento