Com queda de 98,5%, lucro da Indústrias Romi encerra trimestre em R$ 505 mil
A Indústrias Romi anunciou os resultados do segundo trimestre deste ano, período no qual registrou um lucro líquido de R$ 505 mil, uma redução de 98,5% em relação aos R$ 32,7 milhões contabilizados entre abril e junho de 2008.
Conforme os dados divulgados nesta quarta-feira (29), a receita
operacional líquida também sofreu redução em relação ao segundo
trimestre do ano passado, caindo 41,3%, para R$ 104,1 milhões.
A unidade de Máquinas-Ferramenta continua tendo a fatia principal nas
vendas, respondendo por 62,1% da receita obtida no segundo trimestre
deste ano. Este segmento compreende as linhas de tornos convencionais,
tornos a CNC, centros de usinagem e tornos verticais e horizontais
pesados e extrapesados, que são utilizados na fabricação de materiais
automotivos.
Máquinas para Plásticos
O grande destaque,
entretanto, fica com o crescimento de 11,3% na entrada de pedidos de
máquinas sopradoras de plástico no segundo trimestre de 2009 em relação
ao mesmo período do ano passado.
Vale lembrar que a unidade de Máquinas para Plásticos, que inclui
máquinas injetoras e máquinas sopradoras, contribuiu com 27,7% da
receita, um aumento expressivo em relação à participação obtida no
segundo trimestre de 2008, de 16,8%.
De acordo com a companhia, "as vendas de máquinas sopradoras
contribuíram para minimizar a queda de faturamento desta Unidade de
Negócio, evidenciando o acerto da estratégia da Companhia, no
investimento nesta linha de produtos".
Efeitos da crise
A Indústrias Romi ainda se mostra preocupada com o efeito da crise
financeira internacional em suas operações, afirmando que "o setor de
bens de capital ainda sofre com as incertezas sobre o rumo da demanda
interna e da forte queda da demanda externa".
Apesar disso, a administração frisa que já é possível sentir melhoras
em relação aos últimos meses de 2008 e início deste ano: "no segundo
trimestre de 2009, pudemos sentir uma leve recuperação na entrada de
pedidos e uma melhora na confiança da indústria doméstica".
Comprovando o argumento, a Romi ressalta a alta de 37,4% em sua receita
operacional líquida na comparação com o trimestre imediatamente
anterior e o incremento de 20 pontos percentuais na margem Ebitda
(relação percentual entre geração de caixa e receita líquida) na mesma
base de comparação. O indicador marcou 6,9% entre abril e junho de
2009, devido principalmente aos ajustes operacionais e o efeito da
venda dos ativos da Romicron.
Fonte: http://web.infomoney.com.br/








