Congresso internacional debate inovação
Mesmo que os investimentos em pesquisa e desenvolvimento de produtos no Brasil tenham triplicado nesta década, o país continua amargando uma posição incômoda no cenário internacional da inovação. A explicação parece simples: mesmo que os recursos disponíveis tenham aumentado, continuam majoritariamente na mão do Estado e, em relação ao PIB, estão estagnados há 30 anos.
> Propostas para impulsionar a inovação no Brasil
O tema – estratégico – começa a ser debatido hoje na Fiergs no 3º Congresso Internacional de Inovação. O encontro vai reunir um time de especialistas capaz de fomentar debate sobre as necessidades do país no segmento.
— Como somos um país jovem, temos sempre de fazer mais que os outros. É necessário exagerar na educação, no empreendedorismo e comprometer governos, empresários e universidades com esse tema — opina Ricardo Felizzola, coordenador do Conselho de Inovação e Tecnologia da Fiergs, organizadora do Congresso.
Palestrante do congresso, o diretor executivo da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), Naldo Dantas, identifica no ainda difícil relacionamento entre empresas e universidades o grande problema a superar:
— Nosso conhecimento científico é bom. O problema é que não está focado no mercado.
O coordenador do Núcleo de Gestão da Inovação Tecnológica (Nitec) da Escola de Administração da UFRGS, Paulo Zawislak, avalia que a situação melhorou muito. Inovação não se mede apenas em produção de chips ou de equipamentos de alta tecnologia, diz.
— Não estamos maduros para desenvolver um automóvel nacional, mas a laranja brasileira, por exemplo, é a melhor do mundo. Isso significa investimento em genética, em modelo de produção, em valor. O país precisa reconhecer suas potencialidades e apostar nelas — avalia.
Fonte: Zero Hora (17/11/2010)








