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Consumo de Máquinas-Ferramentas cresce 109% nos últimos quatro anos

No comércio internacional, o setor de máquinas-ferramenta também atingiu marcas importantes de janeiro a abril.

Empresários, executivos, jornalistas brasileiros e estrangeiros, além de dirigentes de associações de máquinas-ferramenta da Argentina, Espanha, Estados Unidos, Reino Unido, Itália, Alemanha e Taiwan participaram do International Meeting, promovido pela Câmara Setorial de Máquinas-ferramanta da Abimaq, em 24 de maio. O evento fez parte da Feimafe 2007, a 11ª Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura, realizada de 21 a 26 de maio, no Anhembi.



André Luis Romi, presidente da Câmara Setorial de Máquinas-ferramenta da Abimaq, apresentou números positivos da produção brasileira no primeiro quadrimestre de 2007.

O faturamento foi de R$ 640,24 milhões, o que representa um aumento de 7,4% em comparação com o mesmo período do ano passado.



No comércio internacional, o setor de máquinas-ferramenta também atingiu marcas importantes de janeiro a abril. Aumentos de 9,5% nas exportações (US$ 46,39 milhões) e de 29% nas importações (US$ 250,83 milhões). Para Romi, outro dado animador diz respeito ao consumo destes bens de capital nos últimos quatro anos: crescimento de 109%.



Custo Brasil



No entanto, ele alertou para o ônus imposto aos investidores brasileiros e de outros países por meio de taxas, carga tributária, burocracia e falta de infra-estrutura no país. Romi apresentou, como exemplo, o custo de movimentação de produtos. “Aqui no Brasil é de 13% do PIB (Produto Interno Bruto), e nos Estados Unidos é de 8% do PIB. Ainda perde-se muita carga no trajeto indústria-consumidor, reflexo da falta de investimento do Estado em infra-estrutura desde a década de 1980”, afirma.



Abraham B. de Weintraub, economista-chefe do Banco Votorantim, explicou o atual panorama econômico nacional para os investidores. Ele salientou algumas vantagens do Brasil em relação a outros países, tais como terrenos disponíveis, minérios, sol e água em abundância. “Embora a China ofereça mão-de-obra bem mais barata, não dispõe de água, solo cultivável e de uma sociedade organizada como o Brasil”, defende.



Weintraub também ressaltou a estabilidade climática brasileira que, praticamente, anula riscos de prejuízos financeiros com desastres causados por fenômenos naturais. Como negócios potenciais no Brasil, Abraham sugeriu os ligados à produção de etanol, infra-estrutura e de máquinas destinadas ao agrobusiness.

Fonte: Assessoria Abimaq <http://www.portalmoveleiro.com.br/redacao> 01/06/2007

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