Design acolhedor
A designer francesa Inga Sempé cria peças que convidam ao descanso. Ela é um exemplo para quem quer conquistar pelo 'conforto afetivo'
Para quem gosta de um cochilo no
sofá, as peças da designer francesa Inga Sempé são um convite
irresistível aos momentos de descanso. Isso por que os projetos dela
demonstram preferência por formas cheias, de aspecto e toque macio. As
técnicas de costura e os tecidos empregados na forração resultam nessas
formas facilmente associáveis a sensações agradáveis de conforto. Essas qualidades aparecem materializadas, principalmente, no sofá
Envelope, com dobras laterais que abraçam o usuário. No recém lançado Ruché, da Ligne
Roset, é a técnica de acolchoado e costura que batiza a peça e
responde pela visualidade macia. O conjunto sugere uma colcha depositada
sobre uma estrutura. A harmonia entre as linhas dessa estrutura e do
acolchoado, aparentemente solto, é de uma simplicidade eficiente e
difícil de ser alcançada. Com doses maciças de conforto, e no caso com menos
leveza, a peça modulada Chantilly é composta por partes que,
quando unidas, podem formar elipses com espaço suficiente para o corpo.
Na Chantilly, o revestimento é franzido e as estruturas são
arredondadas. O apelo das formas cheias obtidas pelo modo de
forração é uma boa saída para quem busca desenvolver mobiliário com
visualidade que apela para o que podemos chamar de conforto afetivo. No
caso de Inga, a opção pelos tecidos abre um leque de possibilidades,
enriquecida pela variedade de técnicas de costura. Fonte: Portal SENAI Design (20/04/2010)








