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Exportadores pedem reforma tributária

O presidente da Associação Brasileira de Comércio Exterior (Abracex), Primo Roberto Segatto, vai encaminhar um estudo ao governo federal para pedir desoneração de impostos incidentes sobre as importações de máquinas e equipamentos.

O objetivo é renovar o parque industrial do setor que, segundo alega o executivo, está defasado em relação ao de países competidores, como os asiáticos.

A ideia é que o governo desonere os tributos para facilitar a vida dos exortadores que enfrentam dificuldades para acessar o crédito no sistema financeiro.

As alíquotas que incidem sobre as importações de máquinas e equipamentos são o Imposto de Importação (IP), cuja incidência é de 14% sobre as compras; ICMS, que em São Paulo tem alíquota de até 18%; e PIS/Confins, de 14%.

Fizemos um estudo sobre as importações de máquinas novas e usadas e concluímos ser necessário fazer uma reforma tributária disse Segatto.

O executivo disse que, em média, o setor exportador paga 60% de encargos tributários para importar um equipamento.

Segatto acrescenta que a carga tributária elevada, juntamente com a falta de crédito nas instituições financeiras, reduz a competitividade de exportadores brasileiros no comércio internacional, principalmente com países asiáticos que contam com vários benefícios.

De acordo com o executivo, o estudo está em fase conclusiva e deverá ser encaminhado aos ministérios da Fazenda e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior nos primeiros dias de maio.

Competitividade reduzida

No ano passado, as importações de bens de capital cresceram, sobretudo antes do agravamento da crise financeira internacional, em virtude do dólar baixo em relação ao real.

A despeito da alta das compras do produto no mercado internacional, o presidente da Abracex disse que o volume importado é insuficiente para o setor renovar todo o parque industrial. O executivo citou o exemplo do setor têxtil que há 15 anos não atualiza as suas máquinas, o que inviabiliza a competitividade com os produtos da China, por exemplo, no mercado mundial.

Viviane Monteiro
Jornal do Brasil (22/4/2009)


Fonte: www.global21.com.br

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