Feiras realiazadas em pólos moveleiros potencializam negócios, afirmam empresários
Uma das principais características de feiras do setor moveleiro é a facilidade que os empresários têm em encontrar, em um mesmo local, equipamentos e produtos para todas as etapas do processo de produção do móvel ou o próprio móvel finalizado.
Já um pólo moveleiro agrupa, além de vários segmentos que se complementam na cadeia produtiva, profissionais qualificados com conhecimento de produção e varejo. Por concentrar todos essas peculiaridades, os pólos se tornam um local propício para a realização de feiras do setor, atribuindo-se o sucesso destes eventos ao fato de, principalmente, estarem sediados em um pólo com grande potencial econômico e produtivo.
Mas, a recíproca também é verdadeira. Um dos principais fomentos para o crescimento do pólo são as feiras moveleiras. Os eventos ampliam os mercados das indústrias e, em conseqüência, a capacidade de crescimento e de investimento em tecnologia. “As feiras realizadas em pólos moveleiros têm como objetivo a apresentação de tecnologias e novidades do setor. Mas, a principal diferença com as feiras comerciais é que elas são ferramentas para o desenvolvimento das indústrias da região, contribuindo com o fomento do setor”, enfatiza Roberto Zaccariello, diretor executivo do Expoara, em Arapongas, onde são realizadas a FIQ (Feira Internacional da Qualidade em Máquinas, Matérias-Primas e Acessórios para a Indústria Moveleira) e a Movelpar (Feira de Móveis do Paraná). Outra importante característica das feiras é que impulsionam e movimentam a economia regional, trazendo grande número de público visitante que utiliza a infra-estrutura de apoio como comércio, hotéis, restaurantes e transporte.
O empresário e presidente do SIMM – Sindicato da Indústria do Mobiliário de Mirassol, outro importante pólo moveleiro, Pedro Rodrigues, também acredita que as feiras nos pólos fortalecem o setor. “As feiras são oportunidades para que todos os segmentos da cadeia possam participar”, analisa. Ele acredita que na organização das feiras do setor há a necessidade do envolvimento das entidades de classe. “Serão as associações que darão respaldo e credibilidade perante os órgãos governamentais”, completa. Ele ainda ressalta o trabalho dos APL’s (Arranjo Produtivo Local), que estão se mostrando extremamente organizados e apontando iniciativas de representatividade do setor.
Clientes nas indústrias
Marco
Antônio Laurino, gerente comercial da Móveis Bechara, da cidade de
Tanabi, próximo a Mirassol, confirma que a participação em feiras em
pólos moveleiros potencializa o fechamento de negócios e contatos.
“Manter um show-room em outras localidades tem um custo alto e nem
sempre isso é possível. Quando participamos da feira realizada em nosso
pólo, percebemos que os fabricantes se beneficiam, pois proporciona
aproximação com os clientes através das visitas nas indústrias”.
Para Devanir Grava, gerente comercial da Gelius, também de Mirassol, uma das medidas adotadas pela empresa é sempre prestigiar as feiras sediadas por pólos moveleiros. “Participamos como integrante nas cotas do pavilhão que realiza a Movinter (Feira de Móveis do Estado de São Paulo). A feira valorizou a região e impulsionou o crescimento da produção moveleira”. Para ele, as ações voltadas para a visitação – como subsídio de caravanas, convites e premiações – são um ponto positivo para as feiras. “O incentivo às visitações qualificadas é um artifício válido que garante clientes em potencial e aumenta as chances de vendas por se tratar de uma feira de negócios”, afirma.
O diretor do grupo Americanflex, Johnny Jardini Junior, com sede em Mirassol, destaca que as feiras localizadas em pólos importantes permitem a prospecção de novos clientes e, conseqüentemente, aumento de negócios. “Podemos receber nossos clientes regionais e estreitar relações com os de outras localidades também”. Orlando Ferreira Maia Júnior, diretor da Moveis Germai, também de Mirassol, alerta para a união do setor, garantindo que o segmento atravesse os obstáculos provenientes da economia. “As feiras que acontecem em pólos valorizam e solidificam a região como pólo produtivo”, analisa.
FIQ 2008
O
Pólo Moveleiro do Norte do Paraná destaca a região como estratégica
para o setor de móveis nacional. São 576 indústrias fabricantes de
móveis que geram 15.350 empregos diretos e indiretos. A cidade de
Arapongas concentra o maior número de empresas do setor, no total de
160, que geram 8.643 empregos diretos. Com investimento crescente em
tecnologia, o pólo moveleiro é o segundo maior em faturamento do país e
está entre os que mais crescem no segmento.
Além de mostrar tecnologias, a FIQ 2008, realizada em Arapongas, terá eventos paralelos que vão apresentar novos recursos de aplicação na indústria de móveis com o uso de materiais sustentáveis e madeiras certificadas. A 6º edição contará com rodadas internacionais de negócios que permitem que os empresários negociem diretamente com representantes de vários países de todos os continentes.
Durante a feira, a organização do evento vai proporcionar também visitas técnicas de fornecedores às indústrias do setor da cidade, para assim incrementar as potencialidades de geração de negócios. Da mesma forma, a organização visa qualificar tecnicamente a visitação do evento por meio de subsídios a caravanas, premiações para o representante comercial que mais cadastrar empresários para o evento, e convite com despesas pagas aos lojistas em potencial eleitos pelos próprios expositores.
Fonte: <http://www.paranashop.com.br/>








