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FIQ 2010: setor moveleiro está confiante na expansão do mercado

Empresas fornecedoras e indústrias fabricantes do mobiliário apostam na ampliação de negócios e crescimento do setor

A confiança na expansão do mercado moveleiro também é compartilhada pelas empresas fornecedoras de acessórios e componentes para o mobiliário, que apostam em lançamentos para a FIQ 2010. O Grupo Artecola, do Rio Grande do Sul, aproveita a FIQ para lançar um revestimento de móveis composto por polímeros biodegradáveis e fibras vegetais, que também pode ser utilizado como divisória de ambientes. Este ano, o grupo projeta crescimento de 21%. Vidros, casca de coco, galhos de macieira, couro e cristais fazem parte dos materiais escolhidos para compor os puxadores desenvolvidos pela fabricante de acessórios Akeo, de Bento Gonçalves, novidades para a FIQ 2010 que visam atender a indústria moveleira que quer apostar em diferenciais para o mobiliário.

 Para as indústrias

A indústria moveleira está confiante no aquecimento do mercado. A redução permanente de IPI para moveis estofados e placas laminadas também animou o setor. A Abimóvel (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário) espera previsão de aumento de 5% no faturamento de 2010. Segundo a entidade, as vendas entre dezembro e fevereiro - período inicial em que o IPI foi reduzido – foram 14% superiores às registradas no período anterior equivalente. Além disso, a capacidade ociosa verificada nas fábricas, de acordo com a entidade, caiu à metade, de 30% para 15%.

Para o presidente do Sima (Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas), Nelson Poliseli, a demanda de mercado deve crescer uma média 10% neste ano. A redução do IPI está sendo vista também como um equalizador para conter o repasse de 8% de aumento da matéria-prima anunciado pelas indústrias de painéis a partir de abril. Nelson Poliseli, proprietário da Poquema, indústria de cozinhas, pretende investir em inovações no processo de produção e aguarda lançamentos que serão apresentados na FIQ 2010. “Temos que estar preparados para atender prontamente à demanda do mercado”, afirma.  

Os investimentos feitos pelo fabricante de móveis para escritório e kits de cozinha, Multiflex, de Arapongas, já vislumbram o aquecimento do varejo. A capacidade fabril vem recebendo investimentos há cerca de dois anos. “Já investimos R$ 1 milhão em maquinários e profissionais. Este ano, a empresa espera duplicar o faturamento anual”, afirma Patrick Gomes, gerente administrativo. Atualmente, a empresa atua com 60% de sua capacidade produtiva. Boa parte do otimismo da Multiflex vem do trabalho realizado junto aos representantes. A redução do IPI implicou em aumento de 30% das vendas nos três primeiros meses do ano.

A Combinari Móveis Planejados e Estofados, também de Arapongas, opera com  95% de sua capacidade fabril para atender à demanda do mercado. “Acreditamos que o fim da redução do IPI para outros bens duráveis como eletrodomésticos e carros contribuirá na mudança de foco do consumidor que poderá priorizar a compra de mobiliário”, salientou Marcos Aurélio Tudino, diretor. A empresa trabalha com a expectativa de crescimento de 15% no ano. O empresário analisa que a redução do IPI dos móveis impactará a cadeia produtiva como um todo. “Com certeza essa redução fará diferença no preço final do produto à medida que o lojista terá a redução deste custo”, explica Tudino.   

 A fabricante de móveis Caemmun, instalada no polo moveleiro do Norte do Paraná há mais de 15 anos, está confiante na evolução do mercado em 2010. “Aguardamos a realização da feira para conhecer as novidades trazidas para o setor, principalmente na parte de automação da produção”, afirma Irineu Munhoz, proprietário. De acordo com o empresário, a realização da FIQ contribui diretamente para a evolução das indústrias da região ao facilitar o acesso às novas tecnologias, matérias-primas e complementos para a indústria moveleira.

 

Fonte: Portal Moveleiro (06/04/2010)

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