Gestão da Continuidade: Muito além da TI
É cada vez maior o número
de companhias que desenvolvem ações para garantir a disponibilidade de
funções críticas para seus clientes, fornecedores e demais públicos. Mas, nesse período inicial de popularização do conceito, as
empresas atribuíram a responsabilidade exclusivamente à área de
Tecnologia da Informação – uma estratégia que está começando a mudar,
por uma série de motivos. No ano passado, o Chartered Management Institute fez uma pesquisa na
Inglaterra, chamada “Disruption & Resilience”, mostrando que os
departamentos de Recursos Humanos se tornaram a área que mais se envolve
na gestão da continuidade dos negócios, ao lado das equipes de TI (que,
até, lideravam a lista). Em todo o mundo, está havendo um crescente envolvimento múltiplo na gestão desses recursos críticos. A necessidade de envolver grupos específicos de diversas áreas varia
de acordo com a natureza da organização, seu tamanho e seu campo de
atuação. Além disso, a atual descentralização da Continuidade de Negócios da
área de TI também é reflexo da seguinte situação: soluções de
continuidade oriundas de TI tendem a ser verdadeiros dinossauros em
estruturas de datacenter alternativas e, na maioria das vezes, não
incluem as necessidades de contingência das demais áreas de negócios. Ou seja: quando só a equipe de TI está envolvida na elaboração do
plano de continuidade, muitos outros processos fundamentais para o
funcionamento do negócio durante um evento não-programado podem acabar
sendo ignorados. Presencio até hoje casos no Brasil em que aplicativos deixam de ser e
inseridos em planos de continuidade de negócios simplesmente porque não
são utilizados pela área de TI. Para piorar, existem soluções específicas desenvolvidas internamente
por cada departamento e setor (planilhas e bancos de dados de pequeno
porte) que são esquecidas na hora de projetar um ambiente alternativo. No contexto da Continuidade de Negócios, a área de TI e seu
conhecimento técnico são de suma importância na busca de soluções que
proporcionem o equilíbrio dos investimentos frente às perdas prováveis,
com um planejamento minucioso para avaliar os riscos e se proteger de
acordo com as vulnerabilidades existentes. Mas é preciso perceber que a continuidade de negócios evoluiu de um
simples Plano de Recuperação para TI para um conjunto de ações
coordenadas. Essas ações requerem gestão especializada, capaz de
considerar sempre a manutenção dos Negócios mesmo na ausência de
infraestrutura de TI por um breve período. É válido salientar que a Alta Direção das empresas é a maior
responsável pela manutenção dos seus serviços, fazendo com que suas
equipes de negócio, riscos, conformidade, auditoria, segurança e
tecnologia definam o que deverá ser feito para que uma empresa, em
situações de crise, seja resiliente. Desta maneira, a Gestão da Continuidade do Negócio não será apenas
uma disciplina estratégica e obrigatória para a boa gestão dos negócios,
mas também um diferencial competitivo. Fonte: http://www.incorporativa.com.br/ (03/02/2011)








