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Glossário de Madeira e Móveis - C



CABIDE

Peça interior do guarda-roupa, onde se penduram as roupas.

 

CABIDEIRO

Móvel com pequenos braços, onde se penduram objetos.

 

CABINE DE PINTURA

Equipamento retangular com abertura frontal e exaustor ao fundo, destinado a recolher resíduos de tinta pulverizada, absorvidos por elementos filtrantes ou expelidos ao ambiente externo.

 

CABINE DE PINTURA A SECO ver CABINE DE PINTURA

 

CABINE DE PINTURA POR CORTINA DE ÁGUA

Cabine de pintura que se destina a recolher resíduos de tinta pulverizada, absorvidos pela cortina de água.

 

CADEIRA

Móvel que consiste num assento com espaldar para uma pessoa, com ou sem apoio para braços.

 

CADEIRA DE BALANÇO

Cadeira ou poltrona com base arqueada e que balança de acordo com a vontade da pessoa que a ocupa.

 

CADEIRA DE ESCRITÓRIO

Cadeira ou poltrona cuja altura é adaptada ao plano de trabalho. Pode estar equipada com rodinhas.

 

CADEIRA DE RODAS

Cadeira montada sobre rodas, comumente utilizada por pessoas impossibilitadas de andar.

 

CADEIRA DE RODINHA ver CADEIRA DE ESCRITÓRIO

 

CADEIRA DE RODÍZIO ver CADEIRA DE ESCRITÓRIO

 

CADEIRA ESTOFADA

Cadeira com assento estofado, com espaldar para uma pessoa.

 

CAIBRO

Peça de madeira, de topo retangular ou quadrado, usada em armações de telhados, soalhos, forros, etc.

 

CAIXETA

Caixa pequena.

 

CAIXILHO ver MARCO

 

CALÇO

Peça de madeira colocada debaixo de um objeto para firmá-lo, elevá-lo ou nivelá-lo (ver também CUNHA).

 

CALIBRADORA

Máquina tipo lixadeira de banda larga, capaz de retirar uma quantidade considerável de madeira e de garantir uma medida precisa sobre a espessura (ver também LIXADEIRA DE BANDA LARGA).

 

CALIBRAR

Operação destinada a obter uma medida precisa sobre a espessura de uma peça a lixar (ver também LIXAMENTO DE DESBASTE).

 

CAMA

Móvel com ou sem pés, que serve para deitar.

 

CAMADA

Uma ou mais lâminas com as grãs paralelas entre si.

 

CAMADA CENTRAL ver MIOLO

 

CAMADA CORTICAL ver CASCA EXTERNA

 

CAMADA DE CRESCIMENTO ver ANEL ANUAL

 

CAMADA DE REVESTIMENTO

Material usado para revestir superfícies. Ex.: folheado com lâmina de madeira, com materiais termoplásticos, etc.

 

CAMADA EXTERNA ver LÂMINA EXTERNA

 

CAMADA INTERNA ver LÂMINA INTERNA

 

CÂMBIO

Camada de células de espessura microscópica entre o alburno e a casca interna, a qual origina o crescimento transversal do lenho.

 

CANAL GOMÍFERO

Estrutura de anatomia das dicotiledôneas (folhosas), responsável pelo transporte da goma.

 

CANAL RESINÍFERO

Estrutura da anatomia das gimnospermas (coníferas) responsável pelo transporte da resina.

 

CANALETA

Ranhura decorativa, estreita e rasa, executada na superfície de um painel de madeira (vem também RANHURA).

 

CANAPÉ

Sofá pequeno, para duas ou três pessoas, geralmente com estrutura de madeira, assento estreito e espaldar alto.

 

CANTO ver QUINA

 

CAPA

Material que reveste determinada peça ou chapa de madeira.

 

CAPACIDADE DE SECAR

Propriedade do ar em absorver umidade da madeira (ver também SECAGEM).

 

CAPITEL

Arremate superior de balaústre, geralmente esculturado (ver também BALAÚSTRE).

 

CAPITONE

Tipo de revestimento acolchoado, com desenhos geométricos em forma de losangos, presos de espaço a espaço e geralmente com botões formando alto e baixo relevo.

 

CARÁTER ORGANOLÉPTICO

Propriedade da madeira capaz de impressionar algum dos cinco sentidos do ser humano, especialmente paladar e olfato.

 

CASCA

Capa que cobre o lenho da árvore, apresentando geralmente duas partes distintas, uma interna e outra externa (ver também CASCA INTERNA e CASCA EXTERNA).

 

CASCA EXTERNA

Parte mais externa da casca, composta de tecido morto e seco, que serve como proteção contra agentes externos.

 

CASCA INTERNA

Parte da casca situada entre o câmbio e a casca externa. É úmida e mole, com a função de transportar a seiva elaborada.

 

CASEÍNA

Proteína derivada do leite, muito utilizada na antiga indústria do mobiliário como componente da cola a frio.

 

CAULE

Parte da árvore que suporta a copa, transporta e armazena a seiva. É constituída de lenho e casca (ver também COPA, LENHO e CASCA).

 

CAVACO ver CALÇO

 

CAVILHA

Peça cilíndrica, lisa ou estriada, geralmente de madeira, usada para unir duas partes de um móvel.

 

CÉLULA

Unidade menor da madeira constituída de parede da célula e cavidade da célula, incluindo fibras, vasos e outros elementos de diversas estruturas e funções.

 

CEPILHADORA

Máquina que serve para aplainar ou aprimorar as superfícies das tábuas de madeira (ver também PLAINA DESENGROSSADEIRA).

 

CERA

Massa pastosa resultante de fusão de cera virgem, cera de carnaúba e parafina, combinadas, com adição de essência de terebintina, aplicada em móveis, com a finalidade de obter acabamento com brilho suave.

 

CERATO ver CERA

 

CERCADURA ver ALIZAR

 

CERNE

Parte central interna do lenho, envolvida pelo alburno, caracterizada por coloração mais escura que este e por ser constituída por elementos celulares já sem atividade vegetativa (ver também ALBURNO).

 

CERNE FALSO

Descoloração anormal da madeira, devido ao crescimento irregular do cerne (ver também CERNE).

 

CHANFRADURA ver CHANFRO

 

CHANFRO

Recorte em ângulo das extremidades da madeira.

 

CHAPA DE AGLOMERADO ver AGLOMERADO

 

CHAPA DE COMPENSADO ver COMPENSADO

 

CHAPA DE FIBRA DE MÉDIA DENSIDADE ver MDF

 

CHAPA DE MADEIRA COMPENSADA ver COMPENSADO

 

CHAPA DURA

Chapa plana fabricada a partir de fibras de madeira entrelaçadas.

 

CINTA

Tira de aço, couro ou lona, que serve para cingir fardos, embalagens ou malas.

 

CINTA ABRASIVA

Lixa estreita e alongada, cujas extremidades são unidas para formar uma correia que, alojada sobre polias, permite fazer o lixamento.

 

CINTA DE DORMENTE

Fita ou fio metálico, aplicável na extremidade do dormente para evitar ou restringir o seu fendilhamento.

 

CINTA SEM FIM

Cinta abrasiva cujas extremidades são unidas para formar uma correia.

 

CISALHAMENTO

Deformação que sofre a madeira quando sujeita à ação de forças cortantes.

 

CLASSIFICAÇÃO DO PAINEL

Operação que consiste em classificar os painéis em categorias, segundo a qualidade da colagem, a escolha das espécies, o aspecto das faces ou a composição.

 

COBRE-JUNTA ver ALIZAR

 

COEFICIENTE DE CONTRAÇÃO

Contração percentual da madeira, dividida pela variação de umidade percentual, na qual aconteceu tal contração (ver também CONTRAÇÃO).

 

COEFICIENTE DE EXPANSÃO

Expansão percentual da madeira, dividida pela variação de umidade percentual, na qual aconteceu tal expansão.

 

COESÃO

União das partículas do adesivo.

 

COICEIRA ver COUCEIRA

 

COLA

Substância glutinosa que tem a propriedade de fazer aderir firmemente dois corpos sólidos (ver também ADESIVO).

 

COLA ANIMAL

Substância adesiva fabricada a partir de resíduos de animais abatidos nos matadouros.

 

COLA BRANCA ver COLA POLIVINÍLICA

 

COLA DE CASEÍNA

Substância adesiva que tem por base uma proteína encontrada no leite animal, chamada caseína.

 

COLA DE CONTATO

Substância adesiva que tem por base borracha ou resina sintética e solvente.

 

COLA EPÓXI

Substância adesiva constituída por uma resina epoxídica e um endurecedor.

 

COLA FENOL-FORMOL ver COLA FENÓLICA

 

COLA FENÓLICA

Substância adesiva sob forma de filme ou líquida, obtida por condensação de um fenol e um aldeído (usualmente formol), destinada essencialmente às colagens que devam resistir à umidade (intempéries).

 

COLA GELATINA ver COLA ANIMAL

 

COLA HOTMELT

Substância adesiva obtida a partir de resinas sintéticas sólidas, cuja viscosidade decresce com o aumento da temperatura em que atinge seu máximo poder de adesão a frio.

 

COLA NATURAL

Substância adesiva obtida por meio de materiais vegetais (amido, soja, etc.) ou animais (ossos, couros, nervos, etc.).

 

COLA POLIVINÍLICA

Substância adesiva constituída por uma emulsão de acetato de polivinila. Pode ser diluída em água.

 

COLA PVA ver COLA POLIVINÍLICA

 

COLA TERMOFUSÍVEL ver COLA HOTMELT

 

COLA URÉIA-FORMOL

Substância adesiva à base de uréia e formol, que se solidifica por reação de condensação.

 

COLA VINÍLICA ver COLA POLIVINÍLICA

 

COLAGEM

Processo que consiste em unir duas ou mais peças através da aplicação de uma camada de cola ou adesivo.

 

COLAPSO

Contração excessiva e irregular da madeira verde, produzida pela secagem artificial rápida a que foi submetida. Distingue-se pela aparência enrugada de sua superfície.

 

COLORAC

Coloração da madeira de até 2mm de profundidade na superfície (face) da tábua.

 

COLORAÇÃO ESCURA DO ALBURNO

Coloração da madeira que afeta sua estrutura, fazendo desaparecer o desenho do lenho.

 

COLORAÇÃO INTERNA

Coloração da madeira que acontece por dentro da tábua, não sendo visível.

 

COLORAÇÃO PROFUNDA

Coloração da madeira mais profunda que 2mm a partir da superfície (face) da tábua.

 

COLUNETA ver MONTANTE

 

COMBINAÇÃO

Processo de laminação realizado por meio da união de lâminas de madeira de uma ou mais espécies, destinando-se a obter efeitos decorativos.

 

CÔMODA

Espécie de armário com gavetas desde a base até a face superior.

 

COMPENSADO

Chapa composta de lâminas cruzadas entre si ou lâminas em combinação com miolo de sarrafeado ou outro tipo de chapa à base de madeira.

 

COMPENSADO ALVEOLAR

Compensado cujo miolo é constituído por uma estrutura tipo favos, em madeira ou em papelão.

 

COMPENSADO ARQUEADO

Compensado em formato de curva, fabricado com o auxílio de uma prensa com gabarito ou forma apropriada a cada tipo de curvatura.

 

COMPENSADO BALANCEADO

Compensado no qual as lâminas simétricas, em relação à lâmina central, pertencem a mesma espécie, possuem a mesma espessura, são obtidas pelo mesmo método de corte e são dispostas com a fibra no mesmo sentido, havendo, portanto, perfeita simetria.

 

COMPENSADO COM MIOLO SARRAFEADO ver COMPENSADO SARRAFEADO

 

COMPENSADO HOMOGÊNEO

Compensado multilaminado onde todas as camadas de lâminas possuem as mesmas características físicas (ver também COMPENSADO MULTILAMINADO).

 

COMPENSADO LAMELADO

Compensado que tem o miolo formado com as fibras na mesma direção.

 

COMPENSADO MISTO

Compensado cujas lâminas interiores são de espécie diferente das lâminas exteriores.

 

COMPENSADO MULTILAMINADO

Compensado constituído de lâminas relativamente finas (0,5 a 3mm), coladas umas às outras, dispostas alternadamente, de modo que as fibras de uma se cruzem ou fiquem a 90 graus das fibras da outra.

 

COMPENSADO PARA EXTERIOR

Compensado produzido com materiais, principalmente adesivo, resistentes às intempéries e, portanto, adequado ao uso externo.

 

COMPENSADO PARA INTERIOR

Compensado produzido com materiais pouco resistentes às intempéries e, portanto, adequado apenas para o uso em interiores e/ou ambientes ao abrigo da umidade.

 

COMPENSADO PARA USO EXTERNO ver COMPENSADO EXTERIOR

 

COMPENSADO PARA USO INTERNO ver COMPENSADO INTERIOR

 

COMPENSADO SARRAFEADO

Compensado formado com miolo de sarrafos.

 

COMPENSADO TRÊS CAMADAS

Compensado constituído de duas lâminas, relativamente finas, coladas exteriormente a uma madeira base (miolo), de modo que as fibras das lâminas fiquem a 90 graus das fibras da madeira base.

 

COMPLEMENTO

Peça utilitária ou decorativa que complementa as demais peças da cozinha.

 

COMPONÍVEL

Móvel que se pode compor, formando conjuntos.

 

COMPOSIÇÃO

Arranjo das lâminas ou sarrafos na fabricação do compensado.

 

COMPOSIÇÃO BALANCEADA

Composição do compensado em que as direções das grãs são paralelas ou perpendiculares entre si.

 

COMPOSIÇÃO MULTILAMINADA

Composição do compensado em que todas as camadas são de lâminas.

 

COMPOSIÇÃO SARRAFEADA

Composição do compensado em que o miolo é composto de sarrafos.

 

COMPOSIÇÃO SIMÉTRICA

Composição do compensado em que as lâminas de um lado do centro são essencialmente iguais às do outro lado quanto a espessura, direção da grã e propriedades.

 

COMPREGUE

Compensado especial impregnado com resina sintética, com a finalidade de reduzir o inchamento e a contração, aumentando a massa específica e modificando as características mecânicas.

 

COMPRIMENTO

Maior dimensão de uma peça de madeira, medida como a menor distância entre os dois topos da peça.

 

CONDICIONAMENTO

Processo através do qual se aliviam as tensões internas de secagem da madeira. Consiste em se expor a madeira no interior da estufa, a uma umidade relativa do ar alta o bastante para elevar a sua umidade superficial.

 

CONÍFERA

Classe de plantas Gimnosperma que possuem sementes não protegidas por um fruto, reunidas em estrutura florífera e depois frutífera, em forma de cones. Apresenta canais de resina na madeira.

 

CONJUNTO

Móvel que se apóia no piso e tem profundidade maior na parte inferior que na parte superior. É munido de espaços fechados com portas.

 

CONSTRUÇÃO BALANCEADA ver COMPOSIÇÃO BALANCEADA

 

CONTRAÇÃO

Redução nas dimensões de uma peça de madeira em conseqüência de uma diminuição do seu teor de umidade.

 

CONTRACAPA ver CONTRAFACE

 

CONTRAFACE

Face de um compensado constituída de lâminas de qualidade inferior em relação à capa (ver também CAPA).

 

CONTRAMARCO

Conjunto de peças fixas que eventualmente guarnecem o contorno do vão da porta, servindo como elemento de ligação entre a parede e o marco, ou como complemento do marco.

 

CONTRAPLACADO ver COMPENSADO

 

CONTROLADOR DE ALTURA

Relógio comparador, com apalpador fixado em um dos lados da lixadeira de banda larga, para regular a espessura de lixamento em relação à regulagem da esteira transportadora.

 

CONVERSÃO DA MADEIRA

Tratamento que altera a estrutura química da madeira, com a finalidade de torná-la mais apta a determinado uso ou processo.

 

COPA

Parte de uma árvore constituída de ramos e folhas, na qual se processam fenômenos de transformação das substâncias nutritivas, de respiração, de transpiração e de reprodução.

 

CORO

Orifício produzido por larvas de inseto, na árvore ou na tora, antes de seu processo industrial, com diâmetro superior a 3mm.

 

CORREDIÇA

Dispositivo em forma de régua ou barra, que serve para guiar o movimento de portas e gavetas.

 

CORTE

Processo de seccionamento transversal ou longitudinal de uma tora ou tábua de madeira.

 

CORTE ÁSPERO ver ONDULAÇÃO

 

CORTE DEBOBINADO

Processo de fabricação de lâminas de madeira que, utilizando-se de equipamento semelhante a um torno, transforma a tora em uma lâmina contínua.

 

CORTE ROTATIVO ver CORTE DEBOBINADO

 

CORTE SÃO

Corte livre de podridão, medula, racha ou esmoado.

 

CÓRTEX ver CASCA

 

CÓRTICE ver CASCA

 

COSTADO ver SUPORTE

 

COSTANEIRA

Tábua resultante do primeiro ou do último corte da tora, tendo uma face convexa e uma plana (ver também CORTE e FACE).

 

COUCEIRA

Parte da porta em que se pregam as dobradiças (ver também MARCO).

 

CRESCIMENTO CRUZADO

Crescimento do lenho onde as fibras estão interligadas em forma cruzada, não obedecendo ao sentido paralelo do tronco da árvore.

 

CRESCIMENTO ESPIRALADO

Crescimento retorcido do tronco da árvore, em forma de espiral, não obedecendo ao sentido paralelo do tronco da árvore.

 

CRISTALEIRA

Móvel onde se guardam louças e cristais.

 

CRUZETA

Cruz localizada debaixo do tampo de uma mesa, ligando os pés.

 

CUNHA

1. Peça de madeira em forma de diedro sólido, bastante agudo, que se introduz em uma brecha para fender madeira. Serve como calço ou para firmar, ajustar certos objetos. 2. Componente usado na montagem de móveis que serve para unir lateral com travessa (ver também TRAVESSA).

 

CUTELO ver BORDA


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