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Glossário de Madeira e Móveis - E



ELETRODO

Componente de um medidor de umidade da madeira, que nela penetra ou com ela faz contato.

 

EMASSAMENTO

Operação que consiste na aplicação de massa em pequenos defeitos, em painéis, eliminando irregularidades da superfície a ser pintada.

 

EMENDA ver JUNÇÃO

 

EMENDA SOBREPOSTA

Junção obtida pela sobreposição das duas extremidades da cinta abrasiva (ver JUNÇÃO).

 

EMENDA SOBREPOSTA COM “SKIVE”

Emenda sobreposta com a remoção da camada abrasiva na região da emenda. Utilizada em operações onde deve ser evitado o choque da peça trabalhada (ver também EMENDA SOBREPOSTA).

 

EMPENAMENTO ver EMPENO

 

EMPENO

Deformação que pode sofrer uma peça de madeira pela curvatura de seus eixos longitudinais, transversais, ou ambos, através da ação da umidade ou do calor. As deformações podem ser encurvamento, arqueamento, encanoamento e torcimento.

 

EMPILHAMENTO

Colocação das peças de madeira em pilhas para secagem, estocagem e carregamento, segundo arranjo especial.

 

EMPILHAMENTO COMPACTO

Empilhamento em que todas as peças de madeira são sobrepostas horizontalmente, sem intervalo entre as camadas.

 

EMPILHAMENTO COMPACTO CRUZADO

Empilhamento compacto em que as peças são sobrepostas, alternadamente, no sentido longitudinal e transversal.

 

EMPILHAMENTO ENTABICADO ver GRADEAMENTO

 

EMPILHAMENTO FECHADO ver EMPILHAMENTO COMPACTO

 

EMPLASTAMENTO

Efeito produzido em uma cinta abrasiva, devido ao alojamento entre grãos abrasivos de partículas do material usinado, reduzindo ou impedindo o lixamento.

 

EMBOLAMENTO

Defeito que ocorre em uma película de tinta acabada, caracterizado pela formação de bolhas, contendo sólidos, líquidos ou gases.

 

ENCABEÇAMENTO

Aplicação de madeira maciça nas extremidades de painéis.

 

ENCAIXE

União de duas ou mais peças, formando montagens.

 

ENCAIXE A MEIA-MADEIRA

Encaixe formando montagens em forma de T, L, cruz ou lineares.

 

ENCANOAMENTO

1. Deformação transversal da face. 2. Curvatura na largura de uma peça de madeira (ver também EMPENO).

 

ENCOLHIMENTO ver MEDIDA DE CONTRAÇÃO

 

ENCOSTO ver ESPALDAR

 

ENCRUAMENTO

Secagem artificial rápida da parte externa, permanecendo úmida a parte interna (ver também SECAGEM).

 

ENCURVAMENTO

1. Deformação longitudinal da face. 2. Curvatura ao longo do comprimento da peça de madeira num plano perpendicular à face (ver também EMPENO).

 

ENCURVAMENTO INVERSO ver ENDURECIMENTO SUPERFICIAL INVERSO

 

ENDURECIMENTO SUPERFICIAL INVERSO

Combinação de tensões e deformações permanentes na madeira, que produz um estado de tração nas fibras exteriores, e de compressão nas fibras interiores, geralmente causado por um tratamento de condicionamento excessivo.

 

ENSAMBLAGEM ver MONTAGEM

 

ENTALHADEIRA ver MÁQUINA PARA ESCULPIR

 

ENTALHE

Abertura ou corte feito na madeira a fim de criar uma escultura ou uma gravura.

 

ENVELHECIMENTO ARTIFICIAL

Ensaio onde são simuladas artificialmente as condições climáticas de determinada região, de modo a se prever o comportamento em uso de um material específico.

 

ENVERNIZADORA POR CORTINA FLUÍDA ver MÁQUINA ENVERNIZADORA POR CORTINA FLUÍDA

 

ENVERNIZADORA POR ROLO ver MÁQUINA ENVERNIZADORA POR ROLO

 

ESCABELO

1. Banco com espaldar comprido e largo, cujo assento serve de tampa a uma caixa formada pelo mesmo móvel. 2. Banco pequeno para descanso dos pés.

 

ESCANO ver ESCABELO

 

ESCOVA

Instrumento utilizado no torno lixador para fazer pressão contra as cintas abrasivas, permitindo o lixamento da peça torneada no seu formato.

 

ESCRIVANINHA

Mesa concebida para facilitar os trabalhos manuscritos ou de consulta de documentos, onde o tampo, geralmente, é constituído por um plano inclinado.

 

ESMOADO ver QUINA MORTA

 

ESPALDAR

Superfície plana ou curva, que serve para apoiar as costas, formando um ângulo de abertura variável em relação ao assento.

 

ESPATULADEIRA

Máquina que aplica, por meio de rolo, produtos de base com alto teor de sólidos, tais como fundos, monopoliésteres e melamínicas. Constitui-se de três rolos: aplicador, dosador e alisador.

 

ESPESSURA

Menor dimensão da seção transversal de uma peça de madeira.

 

ESPIGA GÊMEA

União onde são utilizadas duas espigas em lugar de uma única espiga grande.

 

ESQUADREJADEIRA

Serra circular destinada a dimensionar peças, serrando-as em ângulo reto (ver também SERRA CIRCULAR).

 

ESQUADRIA

Designação genérica de portas e venezianas.

 

ESQUELETO

Parte interna do móvel, geralmente em madeira, que tem por função manter a estrutura e dar sustentação ao móvel (ver também ESTRUTURA).

 

ESTANTE

Armário com prateleiras para guardar objetos.

 

ESTERILIZADOR ver AUTOCLAVE

 

ESTICADOR DE CINTA

Instrumento utilizado para esticar as cintas de sustentação do estofado.

 

ESTICADOR DE MOLA

Instrumento utilizado para facilitar o esticamento de molas e o seu posicionamento nos grampos de fixação.

 

ESTILO ADAM (1728-1792)

Estilo de móveis que se caracteriza pelo uso de retas e curvas de traços muito geométricos. Os móveis possuem belas proporções e são muito graciosos e delicados. As cadeiras têm pernas retas e espaldares curvos em forma de lira ou escudo.

 

ESTILO ALEMÃO ver ESTILO BIEDERMEIER

 

ESTILO BARROCO

Estilo de móvel que se caracteriza pela presença de linhas curvas, acentuando saliências e cavidades. As formas procuram expressar o movimento e recobrem-se de efeitos decorativos.

 

ESTILO BIEDERMEIER (Estilo alemão de 1830)

Estilo de móvel que se caracteriza pela presença de linhas retangulares ou curvas clássicas, cores claras, com elementos florais, silhuetas humanas e de animais.

 

ESTILO CHIPPENDALE (1705-1779)

Estilo de móveis popularizado por Thomas Chippendale que incorporou o desenho de muitos períodos, com influência da arte chinesa. As cadeiras são altas, com braços ligeiramente curvados para cima, pernas torneadas e assento forrado com seda ou brocado.

 

ESTILO COLONIAL

Estilo que floresceu nas colônias dos países europeus. Assume as características locais das culturas coloniais, de acordo com as influências dos colonizadores.

 

ESTILO COLONIAL ASIÁTICO

Estilo ricamente trabalhado com lacas, entalhes, incrustações em marfim e madrepérola.

 

ESTILO COLONIAL BRASILEIRO

Estilo de móveis que utiliza linhas e formas do estilo Colonial Português, mais simplificadas. Caracteriza-se por mesas quadradas, oblongas, ovais e semi-ovais. Arcas ou baús possuem mais o toque rústico do que rebuscado. Muito utilizado em santuários sobre cômodas com quinas entalhadas. Os armários são grandes, de bases amplas, portas finamente trabalhadas, e encimados por entalhes artísticos em forma de leque.

 

ESTILO COLONIAL ESPANHOL

Estilo de móveis adaptado do estilo Colonial Primitivo, sofreu influência dos mouros e do estilo holandês. As cadeiras têm pernas em linha reta ou arredondada, que afinam até a base. Os sofás têm torneados simples, onde geralmente o espaldar tem forma de violino. As mesas têm pés e travessas grossas.

 

ESTILO COLONIAL PORTUGUÊS

Estilo de móveis oriundo do estilo holandês, através da Espanha. Os móveis têm pés de cabra, com garras leoninas duplas e triplas. Mesas grandes com lados ligeiramente boleados e entalhados. Cadeiras altas, muitas em couro lavrado com ornatos florais.

 

ESTILO COLONIAL PRIMITIVO

Estilo de móveis que se caracteriza pelo artesanato rústico, mas excelente, e pela limitação dos móveis às peças mais essenciais ao conforto e às necessidades do lar. As cadeiras têm encosto para a cabeça, pernas retas e ligeiramente torneadas, com travessas horizontais. Os motivos ornamentais são florais.

 

ESTILO CROMWELL

Estilo de móveis com influência do gótico, porém sem excessos de luxo. Móveis simples, lisos e de forma rígida.

 

ESTILO DIRETÓRIO

Estilo de móveis caracterizado pela influência clássica, greco-romana. Apresenta cadeiras com pernas dianteiras acabadas em ponta e traseiras curvadas para fora, com o topo do encosto curvado para trás. As aplicações e motivos de losangos são detalhes típicos.

 

ESTILO ELIZABETANO

Estilo de móveis com influência do gótico criados na época da Rainha Isabel, entre os séculos XV e XVI. Os móveis são majestosos e de linhas retas, com aspecto pesado.

 

ESTILO FRANCÊS PROVINCIAL (1610-1800)

Estilo de móveis desenvolvido nas províncias francesas. Caracteriza-se por sofás com almofadas sobrepostas, ornamentação com arremates simples, ausência total de pintura e acabamento em verniz, mantendo a madeira natural.

 

ESTILO GÓTICO (1250 - 1450)

Estilo de móveis que se caracteriza por pés altos, onde se esculpem adornos de folhagens, animais grotescos e pergaminhos enrolados. As mesas e as camas são muito grandes. As cadeiras ganharam almofadas de peles e as portas foram enriquecidas com figuras esculpidas. A combinação de arestas, arcos e diagonais cruzadas estabelecem as formas básicas do gótico.

 

ESTILO HEPPLEWHITE

Estilo de móveis que se caracteriza por utilizar curvas de forma predominante. As cadeiras são baixas, ornamentadas por espaldares trabalhados em forma de escudo, ovalados, em coração ou círculo. As pernas dianteiras são retas e as traseiras inclinadas. Os sofás têm o mesmo estilo das cadeiras, com seis pernas terminadas em ponta e sem travessas horizontais, braços delgados e espaldares levemente curvos.

 

ESTILO IMPÉRIO (1799 - 1815)

Estilo de móveis que foi desenvolvido na época de Napoleão. Caracteriza-se pela mistura do estilo grego, egípcio e italiano. Os suportes são em forma de figuras humanas, esfinges, pilastras, colunas e animais alados. As camas têm a mesma altura na cabeceira e nos pés. As cadeiras são com espaldares curvados, painel central em forma de lira ou com uma travessa horizontal no meio do espaldar, pernas traseiras sempre curvadas para trás. Os sofás e poltronas têm os braços sustentados por pássaros, cisnes ou animais fantásticos. Divãs, sofás e canapés, com ou sem encosto, são enfeitados de metal dourado e com braços em forma de rolo.

 

ESTILO JACOBINO

Estilo de móveis com influência do gótico, porém em menores dimensões, tornando-se, assim, mais práticos e menos majestosos. É considerado um barroco inglês.

 

ESTILO LUÍS XIII

Estilo de móveis que se caracteriza pela austeridade, simplicidade e excesso de peso. Tem como elemento decorativo predominante os entalhes, ponta de diamante e torneados em balaústre e espiral.

 

ESTILO LUÍS XIV (1643-1715)

Estilo de móveis marcado pelo esplendor e pela grandiosidade. Essa foi considerada a idade de ouro na decoração. Pés de cadeira em forma de ponta ou em forma de copo. Também se usavam pés em estilo “pata”, com ligeira volta em S. As cadeiras foram se tornando mais femininas, menores, e os braços deixaram de ser estofados. As mesas eram grandes e com bordas ornamentadas com ricas incrustações. As pernas acabavam em pontas ou voltas e as travessas horizontais eram em X ou H. Reduziu-se o tamanho das camas. Todos os móveis eram enriquecidos por molduras e aplicações de cobre e metal dourado.

 

ESTILO LUÍS XV

Estilo de móveis marcado por curvas sinuosas e contornos. Suas linhas são refinadas e delicadas. As cadeiras têm espaldares curvos, pés em forma de pata de gamo ou cabeça de delfim e assentos estreitos na parte traseira. Sofás e poltronas possuem os braços mais curtos. Os armários e cômodas são arredondados. Mesas quase sempre em forma circular ou oval. Camas mais baixas, com dossel na cabeceira e em toda a extensão da parede.

 

ESTILO LUÍS XVI

Estilo de móveis onde os desenhos dos detalhes podem ser identificados em muitos trabalhos de Adam, Sheraton e Hepplewhite. Durante o reinado de Luís XVI e sua esposa Maria Antonieta, houve um retorno ao desenho clássico da Grécia e Roma. Os ornamentos foram eliminados e substituídos por formas simples de concepção simétrica. As cadeiras têm espaldares quadrados, com braços curtos e ligeira curva. Os estofados são feitos em tecidos especialmente desenhados para espaldares, braços de cadeiras e sofás.

 

ESTILO MARAJOARA

Estilo de móveis que se caracteriza por linhas retas sem, no entanto, serem modernas. Possuem entalhes semelhantes aos ornatos indígenas encontrados na Ilha de Páscoa, quase sempre em grandes T ou gregas.

 

ESTILO RAINHA ANA

Estilo de móveis refinado, gracioso e confortável, que se caracteriza pelas formas delineadas em curvas com boa simetria e conforto. Foi influenciado pelos holandeses. Os armários são altos, com detalhes em forma de cabeça de cisne e acabamentos dourados. Mesas pequenas e redondas, com base em forma de pedestal, sustentado por três pés de cabra.

 

 

ESTILO REGÊNCIA

Estilo de móveis entre os estilos Luís XIV e Luís XV, em que as linhas se suavizam e as curvas são elegantes e femininas. Os móveis são pequenos, com poucas ornamentações, mantendo a simetria.

 

ESTILO REGÊNCIA INGLÊS

Estilo de móveis que segue os estilos Diretório e Império. Poltronas e sofás sustentados por esfinges, cuja parte dianteira do sofá é curva. As mesas são trípodes (3 pés), em geral com a superfície de mármore. Os móveis têm acabamento em laca negra ou dourada, ornamentados com bronze, metal e incrustações. Os motivos ornamentais são estrelas, cabeças de leão, garras, flores, flechas cruzadas, etc.

 

ESTILO RENASCIMENTO ITALIANO

Estilo de móveis com muitas curvas e espirais. As cadeiras são retangulares. As mesas são variadas, desde retangular e larga com os pés em forma de lira, até as mesas quadradas, redondas ou octogonais, com tampo de mármore e pés esculpidos em forma de cabeça de leão.

 

ESTILO SHERATON (1750 - 1806)

Estilo de móveis em que Thomas Sheraton adaptou o estilo Luís XVI e acrescentou seus conceitos artísticos. O resultado foi um móvel bastante gracioso e com corretas proporções geométricas. Criou a mesa extensível (abre e fecha). Os sofás são largos, com braços forrados em curva. Também foi influenciado pelo estilo Francês Imperial, com espelhos com linhas retas e com moldura dourada em forma de jarrão clássico.

 

ESTILO VITORIANO

Estilo de móveis bastante influenciado pelo estilo Luís XV. Mistura vários estilos adaptados, combinados ou copiados. Os móveis são enormes e desproporcionais, com excesso de curvas e ornamentos. As madeiras mais utilizadas são a nogueira e o ébano. As mesas mais características têm como base um pedestal ou grandes colunas. As cadeiras e sofás têm braços e espaldares estofados.

 

ESTOFADOR

Pessoa que tem por ofício estofar móveis.

 

ESTOFAMENTO 1

Operação de colocar o estofo no móvel.

                 

ESTOFAMENTO 2

Estrutura interior de um móvel estofado.

 

ESTOFO

Revestimento acolchoado fixado na própria peça do móvel.

 

ESTRADO 1

Estrutura plana, em geral de madeira, construída acima do chão, formando um piso mais elevado.

 

 

ESTRADO 2

Parte da cama, flexível ou não, sobre a qual se assenta o colchão.

 

ESTRIA MINERAL

Mancha de cor verde-oliva a verde escuro, às vezes marrom, supostamente causada por uma excessiva concentração de minerais na madeira.

 

ESTRIA NO CERNE ver MANCHA NO CERNE

 

ESTRONDO

Ruptura transversal das fibras da madeira, normalmente provocada na queda da árvore.

 

ESTRUTURA

Conjunto das partes de uma construção que se destinam a resistir a cargas.

 

ESTUFA

Câmara ou túnel utilizado para secar e condicionar madeira e produtos derivados, onde se pode controlar de maneira independente a umidade relativa e a temperatura do ar. Geralmente provida de ventilação interna.

 

ESTUFA COM VENTILAÇÃO LATERAL

Estufa na qual os ventiladores são colocados lateralmente em relação à carga de madeira, tendo o diâmetro quase igual a altura da câmara.

 

ESTUFA COM VENTILAÇÃO SUPERIOR

Estufa na qual os ventiladores são montados acima da carga de madeira.

 

ESTUFA DE SECAGEM DE LÂMINAS

Estufa, geralmente tipo túnel, utilizada para secar lâminas de madeira.

 

EXUDAÇÃO

Presença de resinas, gomas e outras substâncias secretadas por certas células na superfície da peça de madeira.

 

EXTRUSÃO

Passagem forçada de um material através de um orifício, visando conseguir uma forma alongada ou filamentosa.


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