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Glossário de Madeira e Móveis - P



PAINEL

Peça plana formada por um ou mais materiais (madeiras e subprodutos de madeira) de várias espessuras que serve de matéria-prima para a fabricação de móveis. Pode ter acabamento.

 

PAINEL ACÚSTICO

Painel reconstituído, possuindo características que o torne isolante e/ou absorvedor de ruídos. Usualmente tem baixa densidade e superfície de grande rugosidade.

 

PAINEL DE COMPENSADO ver COMPENSADO

 

PAINEL DE FIBRA

Painel de madeira reconstituída, formado por madeira desfibrada por processos mecânicos e a seguir prensada por umidade e calor, com o fim de reativar a lignina e solidificar sua estrutura. Após isto, a chapa é temperada por alta temperatura e reumedecida por um tratamento a vapor.

 

PAINEL DE FIBRA BETUMINOSO

Painel poroso de fibra de madeira, com adição de betume.

 

PAINEL DE FIBRA ORIENTADA

Painel de multicamadas feito por meio de lâminas de madeira cortadas tangencialmente, com um determinado molde e espessura pré-determinada, junto com o aglutinante. As fibras da lâmina na camada externa são alinhadas em paralelo e a orientação das camadas centrais começa após o painel.

 

PAINEL DE PERFIL

Painel cuja face é curvada em plano e em elevação, utilizado em móveis de ângulos.

 

PAINEL DE REVESTIMENTO

Painel formado de madeira de baixa qualidade, recoberto de papel “kraft” e utilizado como material de revestimento.

 

PAINEL ESTRUTURAL ver PAINEL DE FIBRA ORIENTADA

 

PAINEL EXTRUDADO

Painel cheio ou semi-oco, obtido por compressão de partículas no sentido plano. Empregado para a realização de sarrafos (ver também SARRAFO).

 

PAINEL GRADUADO

Painel constituído de partículas de madeira contínua, mais grossas no interior e mais finas na superfície.

 

PAINEL IMPRESSO

Painel que apresenta decoração reproduzida por impressão. Destina-se, principalmente, para fundos de gavetas e costas de móveis.

 

PAINEL INFLAMÁVEL

Painel cuja fabricação inclui um tratamento que retarda sua reação ao fogo.

 

PAINEL ISOLANTE

Painel cuja densidade e condutividade térmica são fracas. Serve para isolar a acústica.

 

PAINEL MACIÇO

Painel constituído por uma única folha de madeira.

 

PAINEL RESOCOR

Painel isolante destinado à construção ou à indústria, constituído por um miolo em compensado de madeira, formando um conjunto regular de alvéolos, de secção quadrada, cujos espaços vazios são preenchidos por um isolante plástico e por duas faces de madeira lenhosa lisa.

 

PAINEL SARRAFEADO

Painel cujo miolo é constituído por ripas de madeira, coladas ou não entre elas, com a fibra da madeira no sentido do comprimento do painel.

 

PAINEL SEMI-OCO

Painel cujo miolo é constituído por uma rede de madeira ou de papelão, em forma de alvéolos, empregado na fabricação de portas isoplanas.

 

PAINEL TEMPERADO

Painel duro no qual se juntam produtos secativos a fim de aumentar a densidade e a resistência.

 

PANELEIRO

Móvel de cozinha que normalmente se apóia no piso, podendo também ser fixado na parede, destinado a armazenar panelas, objetos de cozinha ou utensílios de limpeza.

 

PANO DE FUNDO

Pedaço de tecido ou de outro material que cobre a face traseira da guarnição do encosto e a parte inferior do assento de um móvel.

 

PANTÓGRAFO ver MÁQUINA PARA ESCULPIR

 

 

PAPEL FENÓLICO

Material de revestimento, constituído de um papel decorativo, impregnado com uma resina fenólica que, colocada sob determinadas condições de temperatura e pressão, funde e adere ao painel antes de polimerizar.

 

PAPEL MELAMÍNICO

Papel que serve de suporte para um filme de resina melamínica (ver também RESINA MELAMÍNICA).

 

PARAPEITO ver PEITORIL

 

PARTÍCULA

Pequeno fragmento de madeira ou outro material fibroso lignocelulósico.

 

PATIM

Elemento rígido de uma lixadeira, destinado a nivelar eventuais oscilações deixadas pelos rolos, na face da peça que está sendo lixada.

 

Parte inferior de uma peça que sustenta, a partir do solo, o corpo do móvel.

 

PEDESTAL

Moldura grossa fixada sobre o rodapé.

 

PEITORIL

Peça de madeira ou de outro material que compõe a parte inferior de uma janela e serve de apoio a quem nela se debruça.

 

PENCE

Pequena prega de tecido utilizada no revestimento de um móvel estofado que vai afinando gradativamente, num ou nos dois sentidos.

 

PERCINTA

Tira de lona ou borracha que serve para dar suporte à espuma, ou material equivalente de um móvel estofado.

 

PERFILADEIRA

Máquina que dimensiona peças, serrando-as em ângulo reto, e executa perfis.

 

PERFURAÇÃO

Furo profundo na madeira, provocado por insetos (carunchos, vespa, etc.).

 

PERFURAÇÃO GRANDE

Perfuração com um diâmetro maior que 3mm.

 

PERFURAÇÃO PEQUENA

Perfuração com um diâmetro menor que 3mm.

 

PERÍODO DE RESFRIAMENTO ver RESFRIAMENTO

                   

 

PERMEABILIDADE

Propriedade da madeira que permite, em maior ou menor grau, a penetração dos preservativos líquidos e a saída da água durante sua secagem.

 

PERNA

Peça de suporte que serve de apoio ao móvel.

 

PESEIRA

Peça estrutural transversal às barras que ficam na extremidade da cama e que se opõe à cabeceira.

 

PISTOLA DE PINTURA COM ALIMENTAÇÃO POR BOMBEAMENTO

Equipamento de pintura com pulverização, sem ar comprimido, reduzindo substancialmente o consumo de tinta.

 

PISTOLA DE PINTURA COM ALIMENTAÇÃO POR PRESSÃO

Equipamento de pintura com mistura externa, alimentado por tanque de pressão, que tem por objetivo aumentar a produtividade (ver também MISTURA EXTERNA).

 

PISTOLA DE PINTURA ELETROSTÁTICA

Equipamento de pintura alimentado por tanque de pressão, com mistura externa, utilizada para pintura com envolvimento da tinta no objeto a ser pintado, mediante atração eletrostática (ver também MISTURA EXTERNA).

 

PISTOLA DE PINTURA POR SUCÇÃO

Equipamento de pintura por pulverização de tinta líquida, com princípio de funcionamento a vácuo, cuja finalidade é pulverizar o fluido na configuração desejada.

 

PLAINA

Instrumento utilizado na marcenaria, cuja finalidade é alisar a madeira.

 

PLAINA DE DENTES

Instrumento que, através do ferro denticulado, serve para fazer ranhuras e eliminar pequenos defeitos na superfície a ser colada, tornando-a áspera, a fim de aumentar sua aderência.

 

PLAINA DESENGROSSADEIRA

Máquina em ferro fundido, constituída de um eixo com navalhas cortantes e dois rolos de alimentação, que funcionam automaticamente. Dispõe de dois rolos lisos, ao nível da mesa, que servem para o deslize do material. Possui, na parte superior, uma capa de proteção para cobrir o eixo. Serve para desbastar e uniformizar espessuras.

 

PLAINA MOLDUREIRA ver DESENGROSSADEIRA QUATRO FACES

 

PODRIDÃO

Decomposição do tecido lenhoso pela ação de fungo. Caracteriza-se pela mudança de consistência e de coloração da madeira.

 

PODRIDÃO BROZIO

Decomposição da parte medular ou central do lenho.

 

PODRIDÃO CÁRIE

Decomposição normalmente em forma de bolsa.

 

PODRIDÃO CLARA

Decomposição de coloração esbranquiçada, em conseqüência de fungos absorverem a lignina e deixarem a celulose quase pura.

 

PODRIDÃO INCIPIENTE

Estágio inicial de decomposição, geralmente caracterizado por uma alteração da cor natural da madeira.

 

PODRIDÃO PARDA

Decomposição de coloração enegrecida ou castanho-avermelhada, em conseqüência do fungo ter absorvido a celulose e deixado a lignina.

 

POLÍMERO SINTÉTICO ver RESINA SINTÉTICA

 

POLTRONA

Cadeira com braços, geralmente estofada, de uso individual.

 

PONTALETE ver CAIBRO

 

PONTO DE SATURAÇÃO DAS FIBRAS

Estado da madeira em que não se verifica presença de água nas cavidades das células, estando, porém, as paredes celulares completamente saturadas com água.

 

PONTUAÇÃO

Recesso na parede secundária de uma célula, onde uma fina membrana pode permitir passagem de líquidos desta célula para outra.

 

PONTUAÇÃO AREOLADO

Pontuação circundada por uma dilatação da parede secundária que se estende como um arco sobre a parte da abertura.

 

PONTUAÇÃO CEGA

Pontuação na parede de uma célula que não é correspondida por uma pontuação na célula adjacente.

 

PONTUAÇÃO SIMPLES

Pontuação formada simplesmente por um orifício na parte secundária.

 

PORO

Seção transversal de um vaso (folhosas) ou traqueído vascular (gimnospernas).

 

PORO MÚLTIPLO

Poro que se apresenta acompanhado por um ou mais poros imediatamente adjacentes.

 

PORO SOLITÁRIO

Poro que se apresenta isolado, separado dos poros adjacentes por uma certa distância.

 

POROS EM CADEIA

Conjunto de poros dispostos lado a lado de modo a formar uma linha contínua mais ou menos longa.

 

PORTA 1

Painel móvel, destinado a fechar uma abertura de um móvel.

 

PORTA 2

Abertura em parede, ao nível do solo ou de um pavimento, que serve como entrada ou saída de algum lugar.

 

PORTA ALMOFADA

Porta composta de quadro e peça maciça, saliente ou reentrante, denominada almofada.

 

PORTA BASCULANTE

Porta com um ou mais batentes móveis, acionados por básculo, que proporciona a entrada de ar e luz sem lhe devassar o interior (ver também BÁSCULO).

 

PORTA DE BATENTE ver PORTA DE BATER

 

PORTA DE BATER

Porta cuja folha gira em torno de um eixo vertical, posicionado em uma de suas bordas, sendo contida pelo rebaixo ou por outro anteparo existente no marco e podendo movimentar-se, portanto, apenas para um dos lados do vão.

 

PORTA DE CONTRAPESO

Porta onde as manobras de abertura e fechamento são efetuadas com o auxílio de um contrapeso.

 

PORTA DE CORRER

Porta cuja folha apresenta movimento de translação horizontal, no plano da folha.

 

PORTA DE MADEIRA

Porta na qual a folha, o quadro, as capas e/ou as almofadas são constituídos por madeira maciça e/ou derivados.

 

PORTA DE VAIVÉM

Porta cuja folha gira em torno de um eixo vertical, situado em uma de suas bordas, permitindo abrir-se para dentro e para fora.

 

PORTA DE VESTÍBULO

Porta de comunicação entre um cômodo e o quarto de vestir.

 

PORTA DECORADA

Porta cuja folha recebe tratamento decorativo por meio de aplicações, entalhes ou moldagens.

 

PORTA DIREITA

Porta de bater que se fecha com rotação no sentido anti-horário.

 

PORTA DUPLA

Porta de batente, constituída por duas folhas sobrepostas, fixadas no mesmo marco.

 

PORTA EM BRUTO

Porta que não inclui no seu processo de fabricação o acabamento de qualquer um de seus componentes.

 

PORTA ENVIDRAÇADA

Porta constituída por uma folha que contém quadros guarnecidos com placas de vidro.

 

PORTA ESQUERDA

Porta de bater que se fecha com rotação no sentido horário.

 

PORTA EXTERNA

Porta que serve de comunicação entre o interior de uma edificação e o ambiente exterior.

 

PORTA GIRATÓRIA

Porta cuja folha gira em torno de um eixo vertical centrado e o movimento de rotação efetua-se sem interrupção.

 

PORTA INTERNA

Porta de comunicação entre cômodos internos de uma edificação.

 

PORTA ISOLANTE ACÚSTICA

Porta destinada a conferir um certo grau de isolamento acústico.

 

PORTA ISOLANTE TÉRMICA

Porta destinada a conferir um certo isolamento térmico.

 

PORTA LISA

Porta constituída por folha de face plana e homogênea, texturizada ou não.

 

PORTA MACIÇA

Porta constituída por um único tipo de material em todo o seu volume.

 

PORTA PIVOTANTE

Porta cuja folha gira em torno de um eixo vertical posicionado nas proximidades de uma de suas bordas, de tal forma que, no movimento de rotação da folha, as bordas verticais deslocam-se para lados opostos do vão.

 

 

 

PORTA SANFONADA

Porta confeccionada com material flexível, que se fecha ou abre mediante retração ou extensão, orientada por pequenos trilhos.

 

PORTA VENEZIANA

Porta constituída por folha que contém quadros guarnecidos com venezianas.

 

PORTAL ver MARCO

 

PORTA DE SANFONA ver PORTA SANFONADA

 

PRANCHA

Peça de madeira de grandes dimensões, utilizada para fins estruturais ou para a obtenção de peças menores.

 

PRATELEIRA

Peça localizada horizontalmente no interior de um móvel, que serve para apoiar objetos.

 

PRATO

Mesa de metal que exerce ou recebe pressão, como numa prensa usada para colagem de compensado.

 

PRÉ-AQUECIMENTO

Processo através do qual a madeira no interior da estufa é aquecida antes de se iniciar o programa de secagem, sendo levada, em ambiente próximo da saturação, até a temperatura inicial (de termômetro seco) do programa.

 

PRÉ-DESBASTE ver LIXAMENTO DE DESBASTE

 

PRÉ-LIXAMENTO ver LIXAMENTO DE DESBASTE

 

PREGA COSTURADA ver PENCE

 

PRENSA

Instrumento manual ou mecânico destinado a comprimir ou pressionar a madeira.

 

PRENSA CONTÍNUA

Prensa hidráulica, provida de dispositivos de carregamento, colagem, prensagem, serragem e empilhamento, destinada a montar sarrafos, borda com borda, a fim de produzir painéis pré-cortados em diferentes dimensões.

 

PRENSA PARA COLAGEM DE COMPENSADO

Prensa utilizada durante a cura do adesivo aplicado entre as lâminas que compõem o compensado.

 

PRENSA PARA SECAR

Prensa cujos pratos são aquecidos, proporcionando a secagem de lâminas ou painéis de madeira.

 

PRESERVAÇÃO PLENA

Aplicação de preservativo na madeira, até ele ser absorvido na quantidade considerada adequada ou suficiente.

 

PRESERVATIVO

Produto que, aplicado sobre determinado material, lhe confere resistência à deterioração biológica.

 

PRESERVATIVO DA MADEIRA

Produto químico aplicado na madeira por diversos métodos, com a finalidade de aumentar sua resistência contra a deterioração biológica.

 

PRESSÃO DE PRESERVAÇÃO

Pressão exercida sobre o preservativo para forçar sua penetração na madeira.

 

PRIMER ver FUNDO

 

PROCESSO BETHELL

Processo de preservação da madeira caracterizado pelas etapas de aplicação do vácuo inicial, injeção do preservativo sem interromper o vácuo, período de pressão e aplicação, ou não, do vácuo final.

 

PROCESSO BULTON

Processo de preservação da madeira verde que consiste na extração de umidade por ebulição a vácuo, em presença de um preservativo oleoso, seguido de um processo de vácuo-pressão, sem trocar de autoclave.

 

PROCESSO DE ESFUMAÇÃO

Última operação de um tingimento que serve para manter uma perfeita naturalidade na madeira.

 

PROCESSO DE IMPRESSÃO

Processo que, utilizando-se de rolos de metal gravados em relevo, imprime o desenho do veio ou fibra de alguma espécie de madeira sobre um painel ou madeira maciça de menor valor.

 

PROCESSO LOURY

Processo de preservação da madeira em que a emissão de preservativo na autoclave faz-se sob pressão atmosférica.

 

PROCESSO POR BANHO

Processo de imersão sucessiva do dormente em banho quente e frio, do mesmo preservativo, durante determinado período de tempo, para melhorar sua penetração.

 

PROCESSO POR DIFUSÃO

Processo de preservação da madeira verde, mediante aplicação de pasta preservativa na superfície (pintura), ou por sua imersão em solução concentrada de preservativo, transferindo-se este para o seu interior por efeito de osmose.

 

PROCESSO POR OSMOSE ver PROCESSO POR DIFUSÃO

 

PROCESSO POR PRESSÃO EM AUTOCLAVE

Processo de preservação da madeira que consiste na aplicação de um preservativo a pressões diferentes da atmosférica, utilizando uma autoclave.

 

PROCESSO RUEPING

Processo de preservação da madeira caracterizado pelas etapas de aplicação inicial de ar sob pressão, período de pressão com preservativo dentro da autoclave e aplicação de vácuo final.

 

PROGRAMA DE SECAGEM

Conjunto de informações, usualmente em forma de tabela, que define as condições internas de uma estufa (temperatura e umidade relativa) para secar determinada espécie e espessura de madeira.

 

PROGRAMA EM POTENCIAL

Programa de secagem baseado num potencial constante de secagem, calculado como a relação entre a umidade real da madeira e a umidade de equilíbrio da madeira em cada passo do programa.

 

PSICÔMETRO

Aparelho com dois termômetros, utilizado para avaliar a umidade relativa do ar.

 

PUA

Ferramenta de aço, com formato helicoidal, que serve para furar madeira.

 

PUA DE EXPANSÃO

Ferramenta de furar, com faca ajustável, que permite abrir furos maiores e em vários diâmetros.

 

PUFE

Assento acolchoado baixo, sem braços e sem espaldar, geralmente circular, coberto de estofo e com os pés disfarçados.

 

PUXADOR

Acessório utilizado para puxar, com a finalidade de abrir gavetas e portas.


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