Governo prorroga Lei do Bem
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou
nesta quarta-feira, 9, que o governo vai abrir uma linha de crédito de
R$ 80 bilhões para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES) emprestar recursos ao setor privado em 2010 e 2011. O
anúncio faz parte de uma série de medidas para incentivar a economia,
em áreas como de infraestrutura econômica e social, a compra de bens de
capital (máquinas e equipamentos para a indústria), as exportações,
ciência, tecnologia e inovação. Será cobrada a Taxa de Juros de Longo
Prazo (TJLP).
Entre elas está a isenção de tributos para a compra de
computadores pela rede de ensino pública. Segundo ele, o governo está
retirando a incidência do IPI, PIS, Cofins e Imposto de Importação
sobre partes e componentes. A condição do governo é que os produtos
tenham um índice mínimo de nacionalização. O objetivo da medida é
ampliar a inclusão digital por meio do programa Um Computador por
Aluno. A renúncia fiscal é de R$ 150 milhões em 2010.
O governo já adquiriu 150 mil computadores, por meio do
Ministério da Educação, para distribuição entre 300 escolas de todas as
regiões do país, além de já ter liberado linha de crédito por meio do
BNDES, no valor de R$ 650 milhões, para prefeituras e governos
estaduais, direcionada para a aquisição de computadores no programa Um
Computador por Aluno.
O ministro também comunicou a prorrogação até 2014 da Lei
11.196/2005, conhecida como Lei do Bem, que desonera o PIS e Cofins
incidente na venda de computadores nas lojas. O resultado esperado pelo
governo é a continuação do crescimento na produção e nas vendas e a
ampliação do acesso à tecnologia da informação. Com a medida, o governo
deixa de recolher R$ 1,6 bilhão em 2010.
O anúncio ocorre dois dias depois deste noticiário publicar
que a renovação da lei poderia ficar para o próximo ano, com base em
informações do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior, Miguel Jorge, e do secretário de política de informática do
Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Augusto Cesar Gadelha, que
não quiseram confirmar se a lei seria prorrogada até o fim deste mês.
Vários empresários e executivos do setor de PCs consultados
pela reportagem de TI INSIDE Online chegaram a admitir que estavam
avaliando a possibilidade da não prorrogação da lei, em razão da falta
de sinalização do governo. A prorrogação vinha sendo protelada pelo
governo que, conforme aventou o próprio ministro Miguel Jorge, queria
uma contrapartida da indústria de PCs do país para a prorrogação da
lei. Rumores no mercado davam conta que o Executivo queria o aumento do
percentual de investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) das
empresas dos 2% atuais para 3% (veja mais informações em "links
relacionados" abaixo). De todo modo, o texto das "Novas Medidas de
Estímulo ao Desenvolvimento", publicado no site do Ministério da
Fazenda, não esclarece se o governo vai exigir uma contrapartida.
Fonte: TI INSIDE (10/12/2009)








