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IBGE divulgou queda de 13,4% da produção no semestre, pior desde 1975

Apesar da produção industrial brasileira ter apresentado o pior desempenho semestral desde 1975, a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) prevê que a segunda metade deste ano será mais promissora. E a razão é o fim dos estoques. De acordo com o gerente do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da federação, André Rebelo, o único setor que ainda acumula estoques é a siderurgia. Todos os demais segmentos industriais já conseguiram vender o excedente de produção – um sinal de que precisarão produzir daqui para frente.

– De todos os setores, a siderurgia é única que ainda não começou o movimento de retomada com o afrouxamento da crise financeira internacional. Todos os outros estão quase zerados – ressaltou.

Por outro lado, Rebelo explicou que mesmo com o consumo interno em plena atividade, em função de cortes do Imposto Sobre Produto Industrializado (IPI) e alívio no crédito, 20% do faturamento da indústria brasileira vem do mercado externo. Por isso, a queda de 30% a 35% das exportações, de acordo com cálculos da Fiesp, a produção industrial do Brasil caiu 8,8%.

– Imagina a queda de 35% sobre 20% do faturamento? É uma redução muito grande. Mas com os estoques zerados, a produção vai aumentar no segundo semestre – garantiu Rebelo.

A indústria brasileira ficou praticamente estagnada em junho, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção cresceu 0,2% em relação a maio. Foi o sexto mês de alta e um crescimento de 7,9% em relação ao semestre anterior, que amargou o pior da crise financeira internacional.

“Ainda na série ajustada sazonalmente, o segundo trimestre de 2009 registrou crescimento de 3,4% sobre o primeiro, invertendo a sequência de dois trimestres seguidos de taxas negativas nessa comparação”, diz a pesquisa do IBGE.

Ainda segundo o estudo, o desempenho de junho confirmou a expansão da atividade industrial, com avanço de 0,9% na média móvel trimestral, quarta taxa positiva nessa comparação. A taxa mede a tendência do comportamento da indústria nos próximos meses.

O indicador que mede a tendência da indústria sinaliza que o setor de maior recuperação à vista é o de bens de capital, que acumula o terceiro acréscimo consecutivo frente ao mês anterior e avançou 1,8% entre maio e junho. Bens de consumo duráveis (2,2%) e bens intermediários (1,1%) mantiveram a trajetória ascendente, enquanto a categoria de bens de consumo semi e não-duráveis parou de crescer.

 

Fonte: Portal Madeira Total

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