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Indústria de máquina ataca carga tributária

As indústrias de máquinas agrícolas engrossaram o coro de empresas que reclamam mudanças na cobrança de ICMS e PIS/Cofins, a fim de facilitar as exportações.

"O segmento não está conseguindo reaver totalmente os créditos de ICMS e de PIS/Cofins e isso ajuda a piorar o desempenho das exportações brasileiras de tratores", afirma Persio Luiz Pastre, vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Douglas Rogério Campanini, consultor tributário da ASPR Auditoria e Consultoria, observa que as empresas de máquinas - a maioria instalada no Sul - compram componentes de outras regiões e pagam alíquota de 12% de ICMS. Sobre o produto final, a alíquota é de 7% se o maquinário ficar no Sul ou Sudeste do país; para o Norte, a alíquota é de 4%, sendo que não há incidência do imposto sobre as exportações.


"O saldo do ICMS que as empresas recolhem fica em 4,1% sobre o valor total da operação. As empresas acumulam créditos e há dificuldades em transferir esses valores para terceiros", avalia Campanini. Pastre, da Anfavea, observa que também há dificuldades de algumas empresas para obter a compensação do PIS/Cofins, que tem alíquota de 9,25% e é recolhido na compra de matérias-primas. Campanini, da ASPR, observa que os créditos decorrentes da exportação podem ser utilizados no pagamento de impostos federais, como imposto de renda sobre lucro, contribuição social sobre lucro e IPI.


Pastre observa, no entanto, que as indústrias estão se vendo obrigadas a buscar a eficácia em todo o sistema de produção. "Como a receita diminuiu com a valorização do real, o peso relativo dos impostos aumentou e esse vai ser um assunto pelo qual vamos discutir com o governo no próximo ano", afirma Pastre.
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