Indústria de Máquinas prevê fim de incentivo do Governo em 2010
O governo não deverá manter o Programa de Sustentação de Investimento para o setor de bens de capital, via Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), segundo expectativa do presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto. O setor já entrou com o pedido junto ao governo.
O pacote, que melhorou as linhas de financiamento do setor e ajudou a retomada de investimentos da indústria, segundo a Abimaq, tem validade até o fim de dezembro. Como mais um sinal de melhora das vendas de bens de capital, em setembro o setor registrou alta de 4,6% em
seu faturamento na comparação com o mês anterior, anotando R$ 6,25 bilhões. Já no acumulado de janeiro a setembro, o faturamento marcou R$ 46,64 bilhões, uma queda de 20% na comparação com o mesmo período de 2008.
"É de fato uma recuperação no faturamento. Agora, estamos retomando a média de 2006 e 2007", afirmou, ontem, o presidente da Abimaq. Segundo o executivo, a entidade continua solicitando a continuidade do incentivo, que, segundo ele, foi fundamental para a volta de investimentos que foram suspensos durante a crise. Por outro lado, Aubert Neto admitiu que o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, foi "claro em relação à duração do incentivo".
O impacto positivo do programa - aliado ao crescimento da indústria do País que é observado mensalmente - será mais claramente visualizado nos números do setor referentes ao mês de outubro, segundo a associação. O desempenho do mês passado deverá ser divulgado em até 20 dias.
Importação
Segundo o presidente da Abimaq, o real valorizado está prejudicando as exportações e facilitando a entrada de máquinas de outros países, principalmente da China, que este ano passou o Japão e configura como o terceiro maior importador de bens de capital ao Brasil, atrás dos Estados Unidos e Alemanha.
Em setembro, as importações chegaram a US$ 1,6 bilhões, registrando alta de 16,7% ante agosto. Por outro lado, no acumulado do ano até setembro, diante da retração dos investimentos, as importações também caíram e anotaram baixa de 16,2% na comparação com o mesmo período do ano passado.
As exportações apresentaram uma queda mais drástica de 39,4% no acumulado do ano. Para os Estados Unidos, principal mercado do setor, a queda foi de 59,3% na mesma comparação.
Fonte: www.abimaq.org.br








