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Inovação amplia negócios e lucros das indústrias

De representante de empresas norte-americanas e canadenses da área de petróleo e gás a fabricante de equipamentos para exploração em poços marginais, que são reservatórios de baixo volume de petróleo. Essa transformação, vivida pela Fluxotécnica Equipamentos Industriais, da Bahia, foi possível após os investimentos realizados em inovação. A empresa apostou em novas tecnologias e desenvolveu um sistema que facilita a extração de gás e óleo em reservatórios de pouco volume. Tudo começou quando a Fluxotécnica percebeu o potencial do setor de petróleo e gás no Brasil e resolveu explorar o filão.

"Muitos campos marginais estavam sem serem desenvolvidos ou com produção limitada pela falta de uma tecnologia de baixo custo apropriada", explica o gerente comercial da empresa, João Paulo Veiga. Informa que as multinacionais do segmento têm produtos afins, mas não similares.

O produto desenvolvido pela Fluxotécnica permite a exploração do petróleo com custo mais baixo. São equipamentos de vários tamanhos, com motores elétricos ou a gás, instalados na cabeça do poço para facilitar a extração de óleo e gás em poço com pressão baixa.

O curso de gestão estratégica da inovação, realizado pelo IEL da Bahia no primeiro semestre foi um dos fatores que tornou a empresa inovadora. "O curso nos ajudou a ganhar dois editais da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia, a Fapesb", revela Vargas.

Os recursos de um dos editais, no valor de R$ 1 milhão, foram aplicados no desenvolvimento de produtos. As verbas do outro edital, de R$ 150 mil, foram usadas na instalação de um laboratório de pesquisa. "O curso também ajudou a criar um ambiente de inovação na empresa", acrescenta o gerente comercial da Fluxotécnica.

A previsão da empresa é de um faturamento de R$ 10 milhões em 2011, o que representará um aumento de 300% sobre as operações deste ano. Segundo Veiga, mais oportunidades de negócios surgiram com a produção do novo equipamento e a ampliação da prestação de serviços. "Estamos participando de uma licitação da Petrobras no valor de R$ 32 milhões", revela Veiga. "As pesquisas geraram experiência, que gerou contratos," enfatiza o gerente comercial.

 

Brinquedos

Outra empresa que passou pelo curso do IEL da Bahia foi a BBRA Indústria de Plástico, fabricante dos brinquedos das marcas Acalanto, Baby Brink e Rosita. As aulas ajudaram a BBRA a identificar as necessidades de investimento e a colocar em prática projetos voltados para a difusão da inovação.

Um deles é o programa de gestão de ideias para troca de informações no desenvolvimento de novos produtos e na melhoria de processos. "Estamos em fase inicial, testando um software de gestão de ideias apenas com um pequeno grupo de gestores da empresa. Mas a perspectiva é envolver todos os funcionários", relata o diretor industrial da BBRA, José Luiz Poças Leitão.

Segundo ele, o curso do IEL também despertou empresa o interesse em utilizar as redes sociais. "As mídias sociais servirão para a divulgação dos produtos e como um canal com o cliente. Usaremos o Youtube para fazer marketing e o facebook como um canal direto com o cliente. Isso tudo vai gerar negócios", espera Leitão.

Ele alerta que as empresas hoje precisam inovar para sobreviver. "As empresas que não entenderem isso a curto prazo estarão fora do mercado. Não obterão diferencial competitivo, pois não terão custos mais baixos e produtos melhores", destaca.. A BBRA deve faturar R$ 50 milhões em 2010. A empresa de brinquedos existe há 40 anos e está há 10 anos na Bahia.

 

Leque Maior

O curso de capacitação em gestão e estratégias da inovação do IEL de Santa Catarina ampliou o leque de atuação da BC&M Business Consulting Manufacturing. Desde 1992, a empresa catarinense dá consultoria a empresas de hardware e software, mas agora amplia suas atividades também para a gestão da inovação das empresas. "O curso abriu um produto de mercado a ser vendido, que é um serviço de consultoria para organizar a gestão da inovação da empresa", explica o diretor executivo da BC&M, Marcos Fantazzini Lima.

"As empresas que investem em inovação têm produtos mais competitivos e o cliente paga uma média de 30% a mais por esses produtos. Com a inovação constante, agrega-se mais valor ao produto e o cliente se propõe a pagar um pouco mais", ressalta Lima.

 

Fonte: http://www.portalinovacao.mct.gov.br/ (17/12/2010)

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