Inovação voltada para o mercado promove desenvolvimento econômico
O
Escritório de Transferência de Tecnologia do Massachussetts Institute
of Technology (MIT) foi criado há 25 anos para aprimorar o processo
desta universidade americana, uma das instituições mais respeitadas do
mundo, que tem como um dos seus pilares a promoção do investimento
comercial no desenvolvimento de invenções e descobertas.
A brasileira Ana Lopes, que trabalha com proteção e transferência de tecnologia do MIT,
apresentou
como exemplo indicadores de 2009 da instituição. Foram aplicados US$
1,5 bilhão em pesquisas e a receita alcançou US$ 66 milhões, mais US$ 4
milhões em vendas de participações acionárias. Neste período foram
depositadas 501 invenções e concedidas 153 patentes. Os inventores
receberam US$ 16 milhões e outros US$ 16 milhões foram gastos em
despesas com patentes.
“Isso só mostra que o investimento não
trouxe uma grande fortuna porque isso leva tempo”, brincou Ana Lopes.
Ela salientou no entanto a importância do impacto da inovação e
tecnologia na promoção do desenvolvimento econômico.
No Seminário
sobre Transferência de Tecnologia para Inovação, que aconteceu no Rio
de Janeiro até esta quarta-feira (27), ela afirmou ainda que os
resultados dependem da qualidade da tecnologia, motivação dos
pesquisadores, adoção de políticas claras sobre direitos de propriedade
intelectual, termos de contrato flexíveis e disponibilidade para se
adaptar às novas realidades.
Portugal
O
departamento de Transferência de Tecnologia da Universidade do Porto
(Portugal) tem um orçamento de 400 mil euros que são aplicados na
valorização de empreendedores, promovendo maior interação entre o meio
acadêmico e as empresas em diferentes áreas, como biotecnologia,
telecomunicações e eficiência energética.
“A universidade não
trabalha com empresas incubadas, mas promovemos o intercâmbio de jovens
empreendedores em outros países e facilitamos a aproximação deles com
nossas instalações. O investimento em inovação é fundamental para o
desenvolvimento e o governo precisa apoiar o esforço de transferência
de tecnologia da mesma forma que investe em obras de infra-estrutura”,
defendeu a coordenadora da Universidade do Porto Inovação (Upin), Maria
Moura Oliveira.
Chile
O Chile, que tem
como segunda receita a exportação de alimentos, apostou no valor
agregado dos produtos para retomar o crescimento em inovação. O país
está investindo na criação de centros tecnológicos em vários lugares
como forma de estimular a pesquisa e fortalecer o desenvolvimento
regional.
“A inovação comporta riscos, mas promove grandes
saltos de desenvolvimento. As empresas precisam de apoio para inovar sem
medo do fracasso e, por isso, as redes de colaboração com o setor
público e privado são o nosso foco”, afirmou a diretora do centro
regional de estudos em Alimentos Saudáveis, Maria Elvira Zúñiga Hansen,
da Universidade Católica de Valparaíso.
Fonte: http://www.portalinovacao.mct.gov.br/ (29/10/2010)








