Madeireiros formam pólo para fortalecer setor
Para enfrentar redução na comercialização de madeiras, motivada pela desvalorização do dólar, empresas que transformam toras em tábuas e em vigas dos municípios de Rio Grande, Piratini, Tapes, São José do Norte e Dom Feliciano, na região Sul do Estado, estão se unindo para fortalecer o segmento de serrarias locais no mercado regional.
Impulsionado pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Rio
Grande do Sul (Sebrae/RS) o grupo de 37 empresas e três prestadores de
serviços, formaram, no início do ano, o Pólo de Serrarias da Região Sul
e Centro Sul. Entre as ações que serão desenvolvidas em conjunto
destaque para a qualificação em gestão – que será iniciada em maio – e
o estímulo à comercialização de produtos.
A primeira atividade será a participação no curso Formação do Preço de
Venda, terá duas edições: em Piratini, de 5 a 9 de maio, na sede da
Associação Atlética Banco do Brasil (AABB); e, em Rio Grande, de 26 a
30 de maio, na Associação Vila da Quinta. “A necessidade de
trabalharmos a formação do preço de venda surgiu a partir de um
diagnóstico realizado nas empresas que apontou dificuldades na formação
de todos os custos do produto”, diz o gestor do projeto Pólo de
Serrarias da Região Sul e Centro Sul, Claudino Camargo Abreu. Os
empresários, conforme eles não possuem ferramentas adequadas para a
identificação dos custos e o curso apresentará alternativas.
“Durante a capacitação, os empresários trarão informações sobre os seus
custos e formarão o preço de seus produtos conforme as ferramentas
disponibilizadas”, explica o consultor do Sebrae/RS, Roberto Pinheiro
Rodrigues, responsável por ministrar o curso. Os participantes terão
informações sobre as variáveis que compõem o preço – uma das principais
dificuldades levantadas no diagnóstico –, noções sobre custos fixos e
variáveis, depreciação, e, sobre ferramentas de controle financeiro. “O
conhecimento das variáveis que compõem o custo de um produto, permitirá
as empresas conhecer os lucros efetivos ou em caso de prejuízo, se
precisar tomar alguma ação corretiva no processo”, afirma.
Para o administrador da empresa Manufatura de Madeiras Piratini,
Valério Griffante dos Reis, de Piratini, e representante dos
empresários do Pólo Madeireiro, a união do grupo ainda é uma novidade.
“Tornar o trabalho convencionalmente individualista dos nossos
empreendimentos em uma atividade que vislumbre o bem de todos é uma de
mudança cultural e requer tempo para adaptação”, afirma. Para Valério,
a necessidade da união das empresas surgiu com as adversidades
encontradas no mercado com a desvalorização do dólar. “O preço continua
o mesmo, mas com a moeda em baixa nosso faturamento diminuiu”, explica.
De acordo com ele, em virtude desse cenário, o grupo pretende encontrar
alternativas de comercialização da madeira no mercado interno. A
empresa é responsável pela extração, corte e transformação da madeira
bruta em tábuas.
Os municípios de Piratini, Rio Grande e São José do Norte são
caracterizados pela produção de tábuas de pinus; e, Tapes e Dom
Feliciano, de eucalipto. Os principais clientes da região são as
fábricas de móveis da Serra gaúcha, empresas de construção civil e
madeira para exportação para confecção de embalagens.
O Pólo de Serraria da Região Sul e Centro Sul é composto por 40
empresas de micro e pequenos portes do setor de serrarias localizadas
nos municípios de Piratini, Rio Grande, Tapes, São Jose do Norte e Dom
Feliciano. O objetivo do projeto é aumentar a produção e o acesso a
novos mercados por meio da melhoria da gestão e da qualidade, do
incremento tecnológico e da redução de desperdícios. Entre as
principais metas do grupo estão o aumento da produção física em 10%, em
2008 e mais 10%, em 2009; e o aumento do número de novos mercados
atendidos, em 10%, para 2008 e 10%, para 2009.
Fonte: Sebrae RS








