MÁQUINAS - Árabes aumentam em 64% compras de máquinas brasileiras
As exportações brasileiras do setor para os principais países do mercado árabe somaram US$ 182,95 milhões de janeiro a setembro, um aumento de 64% em relação ao mesmo período do ano passado.
As exportações brasileiras de máquinas e equipamentos para os quatro
principais compradores do mercado árabe, Emirados Árabes, Arábia
Saudita, Egito e Argélia, somaram US$ 182,95 milhões de janeiro a
setembro, o que representou um aumento de 64% em relação ao mesmo
período do ano passado. Os dados foram divulgados ontem (25) pela
Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).
Entre os árabes, o país que apresentou o maior aumento nas importações
do setor brasileiro foi os Emirados Árabes, com um crescimento de 145%.
As vendas externas para o país saíram de US$ 31,77 milhões para US$
77,87 milhões na comparação dos nove primeiros meses de 2006 com o
mesmo período deste ano. Em seguida, foi a Arábia Saudita, com aumento
de 84,8%.
Os embarques passaram de US$ 38,24 milhões para US$ 70,66 milhões. As
exportações para o Egito também tiveram um salto expressivo, foram de
US$ 16,67 milhões para US$ 20,89 milhões, um crescimento de 25,4%. Já
as vendas externas para a Argélia caíram 45,4%, de US$ 24,74 milhões
para US$ 13,5 milhões.
De acordo com o presidente da Câmara Setorial de Máquinas-Ferramentas
da Abimaq, André Luiz Romi, o mercado árabe tem ganhado prioridade
entre os associados. "Nossas empresas têm procurado muito os países do
Oriente Médio e vêm querendo participar cada vez mais de feiras na
região", afirmou. Ele disse ainda que como algumas empresas já vêm
fazendo negócios na região, dá-se maior visibilidade a esse mercado em
curto e médio prazos.
No momento a entidade está dando maior ênfase ao mercado da América
Latina, mas segundo o presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto, isso não
a impede de trabalhar com outros mercados. "Queremos transformar a
Abimaq numa agência de negócios para os nossos associados. Nesse caso,
o mercado árabe, principalmente, não pode ficar de fora", afirmou. A
idéia da agência de negócios é buscar novos mercados, trabalhar com
inovação tecnológica e formas de financiamento no mercado brasileiro.
"Vamos procurar trazer mercados para nossos associados, principalmente
para os pequenos e médios, e o mercado árabe sabemos que não podemos
desprezar", acrescentou.
Segundo o presidente da Agência de Promoção de Exportações e
Investimentos do Brasil (Apex), Alessandro Teixeira, o mercado árabe
também está entre os mercados a serem trabalhado pela entidade. "Vem
crescendo a importância do mercado do Oriente Médio, é só olharmos a
expansão das nossas exportações para a região", disse.
As exportações brasileiras do setor em geral somaram US$ 7,85 bilhões
de janeiro a setembro, um aumento de 27,5% em relação ao mesmo período
do ano passado. Porém, o setor de máquinas e equipamentos tem um
déficit de US$ 3,2 bilhões na corrente comercial. As importações este
ano foram de US$ 11 bilhões contra US$ 8,16 bilhões no mesmo período de
2006.
O faturamento total do setor foi de R$ 45,5 bilhões e os segmentos que
puxaram as exportações foram máquinas rodoviárias, equipamentos
pesados, máquinas e equipamentos para ar comprimido e gases,
equipamentos navais e off-shore, agrícolas, transmissão mecânica,
bombas e motobombas.
Parceria
Na busca por novos mercados e para expandir as exportações brasileiras
do setor de máquinas e equipamentos, a Abimaq e a Apex assinaram uma
parceria para o desenvolvimento do Projeto Setorial Integrado, que vai
render ao setor investimentos de R$ 17,2 milhões. "Quando se pensa na
pujança da economia brasileira se pensa no setor de máquinas. Esse é o
maior acordo que já tivemos com o setor de máquinas até hoje, que é
mais que um setor, é uma cadeia", disse Teixeira.
A iniciativa tem como objetivo aumentar as vendas externas das empresas
participantes do projeto de US$ 123,5 milhões, no ano passado, para US$
142 milhões até junho de 2010, além de incluir mais de 40 novas
empresas ao projeto. Os investimentos vão ser destinados à participação
de feiras no exterior, organização da vinda de importadores do setor
para o Brasil, realização de missões empresariais, divulgação e
fortalecimento da imagem e encontros de negócios.
Fonte: <http://www.global21.com.br>








