Material de pesquisa importado terá liberação mais rápida em aeroportos
O Ministério da Ciência Tecnologia lançou hoje (2) um sistema para
tornar mais rápida a liberação de material de pesquisa importado em
terminais de carga de aeroportos. O Aeroporto Internacional de
Guarulhos, em São Paulo, será o primeiro a adotar o novo sistema,
responsável por 60% das importações para pesquisa.
O modelo,
chamado CNPq Express, determina que as cargas tenham um selo específico e
um termo de responsabilidade, assinado pelo pesquisador, com validade
de seis meses. Com isso, o pesquisador não terá de encaminhar um termo a
cada importação, como é o procedimento atual.
O CNPq irá criar um sistema online
para orientar os pesquisadores e as instituições sobre os documentos e
procedimentos necessários para importar material. A Receita Federal
baixou a norma, que será publicada amanhã (3), tornando prioritária o
tratamento das mercadorias voltadas à pesquisa.
“Esperamos dar
velocidade máxima. Essa é a rotina mais inteligente que tivemos”, disse o
ministro Aloizio Mercadante. “É muita carga chegando e os fiscais nem
sabiam que era material de pesquisa. Agora, quando esse material chegar
ao aeroporto, virá com um selo diferenciando de qualquer outra carga e
será levado para um setor específico”.
De acordo com o ministro,
os funcionários dos aeroportos serão capacitados e uma equipe técnica
acompanhará a implantação do projeto piloto em Guarulhos.
A
demora na liberação de material importado é uma antiga queixa dos
pesquisadores. Alguns cientistas esperam até seis meses para receber a
mercadoria. Enzimas, células, animais transgênicos e outros tipos de
material biológico estão entre os que aguardam por mais tempo a
liberação das autoridades. Quanto mal acondicionado ou armazenado, podem
estragar em poucas horas, comprometendo a continuidade das pesquisas.
Atualmente, o CNPq autoriza cerca de sete mil importações por mês.
A
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Empresa Brasileira
de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Receita Federal e o
Ministério da Agricultura participaram da elaboração do novo modelo.
Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/ (03/03/2011)








