Mato Grosso testa chip que pode conter desmates ilegais de madeira
O Instituto Web Florestal Planet, com sede em Brasília-DF, desenvolveu um sistema que pode acabar com a exploração ilegal de madeira em Mato Grosso. O software faz uso de chips instalados nas árvores para o monitoramento e rastreamento eletrônico. O projeto foi encaminhado para apreciação no Senado Federal como uma alternativa ao problema de reflorestamento.
Cem hectares de propriedade da Fundação Educacional Buriti, na região de Chapada
dos Guimarães, são usados pela IWF Planet para o mapeamento do projeto piloto. A
nova ferramenta foi apresentada ao Governo do Estado no final da tarde de
terça-feira. “Ainda é um projeto, mas que vem na direção do que há muito tempo
buscamos”, adiantou o governador Blairo Maggi.
O chip permite verificar
se as árvores abatidas ou enviadas à indústria madeireira fazem parte do projeto
de manejo. “É um projeto muito interessante. O governo vai fazer investimento
depois de analisar o projeto por completo, para sairmos na frente no que vem
sendo feito no Brasil, de fazer o monitoramento das árvores dentro da floresta”,
avaliou o chefe do Executivo estadual.
O novo software é simples e não
altera em nada o custo de projeto de manejo de Mato Grosso. Ao contrário, pode
até registrar economia de 30% a 40%, como informou a equipe da IWF Planet. O
secretário de Estado de Meio Ambiente (Sema), Luís Henrique Daldegan, acredita
na diminuição de recursos. “O projeto vem fazer com que tenhamos uma base de
proteção sustentável que possa ser monitorada para acabar de uma vez com os
ilícitos na questão florestal”, avaliou.
Os chips nas árvores
possibilitam a gravação de coordenadas e informações, como nome, altura,
diâmetro, volumetria, entre outros elementos necessários para o monitoramento e
rastreamento. Com distribuição e controle a ser feitos pela Sema, e uma fonte
única de origem. A empresa também criou um outro tipo de chip para ser
implantado dentro da madeira para transportes.
“Queremos que Mato
Grosso, a exemplo do que é vanguarda em muitos sistemas de produção, também seja
um processo de base florestal”, argumentou o governador, garantindo trabalhar
para formalizar a parceria. O investimento não deve trazer grandes custos para
aquele que já faz hoje o manejo. "Nesse momento os técnicos se propõem a
concluir esse projeto e é aí que entra o Governo”, revelou Blairo Maggi.
Toda a tecnologia é transmitida de dentro desse chip. A árvore com chip
sai protegida e proibida de ser plaqueteada. Nada muda no sistema de manejo.
“Apenas vai tirar a placa e pôr o chip. Vai ter um técnico especializado com
nome, RG e CPF”, acrescentou.
VISTORIA - O programa gera um mapa de
vistoria. Por exemplo, a cada 200 árvores, uma é escolhida aleatoriamente para a
vistoria. A partir do momento que o técnico da Sema sair para o trabalho, ele já
sai com o mapa sabendo qual é a metragem de cada árvore (se ela está no ponto de
corte) e até quantos quilômetros terá que percorrer para realizar a vistoria.
Com a utilização do mapa nem mesmo é necessário que ele vistorie todas as 200
árvores, pois as informações de cada uma delas estão contidas no chip. Do local
da vistoria, o técnico pode enviar o relatório diretamente para o banco de dados
localizado na sede da Sema.
Para garantir a segurança e confiabilidade
nos sitema, todo operador da empresa é identificado. Cada um terá uma senha
(nome, RG e CPF). A cada leitura que ele faz, a informação fica na TAG
(software) e no aparelho coletor. Mesmo que se destrua o equipamento, a
informação, criptografada, está segura, pois já está contida no banco de dados
da Sema.
Fonte: Secom-MT <http://www.remade.com.br>








