Mobiliário adequado permite até 30% mais em produtividade
As empresas brasileiras que mantêm escritórios com mobiliário obsoleto ou inadequado podem estar perdendo dinheiro.
As empresas brasileiras que mantêm escritórios com mobiliário obsoleto ou inadequado, do ponto de vista do design, da ergonomia e da usabilidade, podem estar perdendo dinheiro. O arquiteto e designer Ronaldo Duschenes, presidente da Flexiv, especializada em móveis corporativos, avalia que um mobiliário de escritórios adequadamente projetado, com os conceitos contemporâneos de design, de ergonomia – que permite o trabalho em condições corretas e saudáveis -, e da usabilidade, que propicia facilidade na adequação do mobiliário às características individuais de cada funcionário, proporciona uma produtividade entre 20% e 30% superior ao dos espaços inadequados.
Pesquisa realizada pela consultoria norte-americana Gensler em 2007, com 2.013 funcionários de diversos escalões de oito setores importantes da economia dos Estados Unidos, revelou que as empresas daquele país perdem US$ 330 bilhões anuais em produtividade por causa de escritórios mal planejados. “Numa economia aquecida, como a brasileira atualmente, diferenciam-se as empresas que conseguem atrair e manter os melhores talentos. E escritórios adequadamente projetados e mobiliados, com os conceitos contemporâneos de design, ergonomia e usabilidade, iluminação e paisagismo, por exemplo, sem dúvida oferecem melhor qualidade de vida aos seus usuários, além de exibir uma imagem positiva da empresa”, alerta Duschenes.
Duschenes diz que, com a mudança radical sofrida nos escritórios com a implantação da informática, o mobiliário precisa, ainda mais do que antes, oferecer condições ergonômicas para seus usuários, para ajudar a evitar doenças profissionais, como a LER (lesão do esforço repetitivo), problemas na coluna e nas costas, entre diversos outros. “A máquina de escrever não criava dor (como a LER) porque o próprio peso, gerado pelo movimento de sobe e desce dos braços para datilografar, auxiliava os dedos a baterem nas teclas. Hoje, nos computadores, esse movimento não existe mais. No teclado, o que se mexe são apenas os dedos e esta tensão diária acaba causando lesões”, exemplifica ele. Algumas recomendações do designer para evitar problemas laborais: .
Tampo
maior das mesas para acomodar o teclado a fim de que os cotovelos
fiquem apoiados na mesa, amenizando o esforço para digitar . O tampo da
mesa deve ter altura regulada – não deve ficar muito alto porque
comprime os ombros, nem muito baixo, porque assim a coluna tende a
inclinar. No mercado já existem mesas com a regulagem elétrica de
altura, diz Duschenes. . O ajuste das cadeiras também é fundamental. A
usabilidade (possibilidade de adaptar às características físicas do
usuário) deve ser boa. Sentado, o profissional deve ter as pernas em
ângulo de 90 graus, com as plantas dos pés apoiadas no piso.








