Nano-cola molecular consegue unir qualquer material
Pesquisadores do Instituto Politécnico Rensselaer, Estados Unidos, desenvolveram uma nova cola capaz de unir materiais que normalmente não gostam de ficar unidos.
O adesivo, fruto da nanotecnologia, é construído a partir da auto- montagem de cadeias moleculares.
Nano-cola
O novo adesivo deverá impactar virtualmente todo o setor industrial, da fabricação das novas gerações de microprocessadores até a produção de energia. Uma de suas grandes vantagens é que seu poder de união das superfícies cresce à medida em que aumenta sua temperatura.
A nano-cola consiste em uma membrana que mede menos de um nanômetro de espessura - 1 nanômetro é igual a 1 bilionésimo de metro. Ela é feita a partir de um material já disponível comercialmente. O segredo para a criação da cola foi fazer um sanduíche de uma nanocamada desse material, colocando-o entre uma película de cobre e outra de sílica.
O suporte extra das duas camadas exteriores reforçou as ligações da nanocamada de uma forma que nem os cientistas esperavam, transformando-a numa super-cola. "Quando mais você a aquece, mais fortes ficam as ligações [químicas]," diz Ganapathiraman Ramanath, coordenador da pesquisa. "Quando começamos, nunca imaginamos que as moléculas se comportariam dessa maneira.
Mesmo sendo um produto da nanotecnologia a nano-cola não deverá custar muito caro, já que é feita a partir de matérias-primas disponíveis comercialmente, Os cientistas afirmam que uma bisnaga com 100 gramas poderá chegar ao mercado custando cerca de US$35,00.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/ - 18/05/2007
Nanocola oferece maior adesão e menor espessura
Uma cola barata que se torna mais forte à medida que a temperatura sobe pode ser útil para tarefas domésticas, mas, caso alguém a produza com uma espessura 100 mil vezes menor do que a de um cabelo humano, o que teremos é uma nanocola, uma substância adesiva que poderia ajudar na produção de chips de computador extremamente pequenos, anunciaram pesquisadores norte-americanos na quarta-feira.
Desenvolvida por pesquisadores do Rensselaer Polytechnic Institute, em Troy, Nova York, a nanocola é produzida com materiais ultrafinos, já disponíveis comercialmente.
"É realmente espantoso imaginar que uma única camada de moléculas possa melhorar a adesão de um material", disse Ganapathiraman Ramanath, pesquisador de ciência dos materiais cujo relatório está sendo publicado pela Nature.
"Nosso trabalho demonstra a possibilidade de criar nanocamadas orgânicas que são mil vezes mais finas do que a mais fina das colas de base orgânica atuais", afirmou.
Adesão semelhante já havia sido demonstrada no caso de camadas com espessura de um milionésimo de metro, mas nunca antes com camadas de apenas um nanômetro --um bilionésimo de metro.
"Trata-se de uma única camada de moléculas, organizadas como soldados", disse Ramanath em entrevista telefônica. A cadeia de cola se alinha de maneira muito ordeira, sem interferência externa.
"A natureza faz a maior parte do trabalho para nós", disse Ramanath. "Só é preciso colocar a coisa certa no topo e a coisa certa por baixo, e o processo funcionará."
A cola tem uma base de moléculas de carbono. Em um extremo da cadeia existe sílica e oxigênio, e no extremo oposto enxofre. Essas moléculas finais diferenciadas agem como ganchos que aderem a outras superfícies.
Quando aquecida a 400 graus, a cola se torna ainda mais adesiva, por um fator de cinco a sete vezes. "Quando esquenta, a cola fica melhor", disse Ramanath.
Ele afirmou que a cola poderia ser usada como forma barata de unir dois materiais que não se encaixam bem. E o preço --35 dólares por 100 gramas-- faria dela uma opção comercial razoavelmente barata.
Ramanath acredita que a cola possa vir a ser empregada no desenvolvimento de chips usados em toda espécie de aparelhos microeletrônicos.
Fonte: http://br.tecnologia.yahoo.com/article/16052007/5/ - 18/05/2007








