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No Brasil, um operário custa dois chineses ou quatro trabalhadores da Índia

O custo de um operário no Brasil equivale a dois na China, de acordo com levantamento da Mercer Consultoria.

Por um brasileiro, têm-se quatro indianos, considerando-se salários, encargos e benefícios - que não existem na Ásia. O custo da mão-de-obra não especializada na Argentina é, em média, 54% inferior à nossa. A Mercer mostra que quanto menos especializado, com menos instrução, maior a discrepância entre salários no mundo.

- Não podemos pagar benefícios aos nossos funcionários nesses países para não desequilibrar o mercado; não podemos mudar práticas deles - conta a gerente de Recursos Humanos da área internacional da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), Maria Eudóxia Gurgel.

Trabalhadores das economias asiáticas que mais crescem não contam com pagamento de abono de férias. Só em Hong Kong há 13º salário. Em compensação, o tigre asiático não exige pagamento de seguridade social. Japoneses só podem descansar de sete a 14 dias e meio por ano. No Japão, o tempo de férias varia de acordo com a hierarquia do cargo. Em Taiwan, o descanso dura só 14 dos 365 dias. Na China, são concedidos, em média, só 18 dias de folga.

O executivo da Picadilly reclama da concorrência desleal com os chineses.

- É tudo made in China. Já teve importação de sapato por US$ 0,25, com trabalho praticamente escravo. Lá, eles trabalham 14, 15 horas por dia. Dormitórios onde se colocaria dois, tem oito pessoas - narra o empresário, que viajou ao país asiático para conhecer as fábricas de lá. Relatos parecidos com o do empresário mostram por que a pobreza persiste no país que cresce a dois dígitos.

- Há inúmeras empresas que por necessidade têm se internacionalizado - disse o vice-presidente da Associação Brasileira de Exportadores (AEB), José Augusto de Castro. - O Brasil não está oferecendo proteção necessária para que empresas brasileiras fiquem aqui. A taxa de câmbio tem criado uma cultura de investimentos no exterior, convidativa principalmente para produtores de carnes, que têm comprado frigoríficos no Uruguai e na Argentina.


Fonte:http://si.knowtec.com:8080/scripts-si/MostraNoticia?&idnoticia=3953&idcontato=1810&origem=fiqueatento&nomeCliente=FUNCEX&data=2007-02-05 05/02/2007

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