Nunca é tarde demais para gerenciar tempo
Você não pode ser um bom gerente até aprender a gerenciar seu próprio tempo. Não espere mais
Cargos de liderança deveriam vir com um aviso: “esteja atento a
tarefas sem sentido travestidas de alguma importância”. Como caso em
questão, conheça o Sam. Olhando para ele, você não acreditaria que ele
está sendo gerenciado por seu emprego. Ele é brilhante, agressivo e
orientado por resultados com uma boa lista de sucessos. Como recompensa
por suas conquistas, a ele foi dado recentemente uma função cerca de
dez vezes maior em escala do que a que vinha exercendo. Ele chega ao
escritório às sete horas da manhã e sai às oito horas da noite. Sua
mesa é uma bagunça, seus e-mails não são respondidos a tempo e seu
calendário está lotado. Sua esposa e filhos sentem sua falta e seu
chefe quer uma estratégia.
Sam é um cara ocupado.
Infelizmente, ele está tão ocupado fazendo as coisas erradas que não
pode pensar nas coisas certas. Muitos de vocês estão na mesma situação
que Sam – trabalhando muitas horas e sem tempo para parar e encontrar
uma forma melhor de realizar as tarefas. Psicólogos dizem que algumas
pessoas abusam de forma crônica do tempo porque têm necessidades
profundas de controle ou aprovação ou medo de serem avaliados. Para
outros, o motivo por traz da confusão entre o bom gerenciamento de
tempo está amarrado a certa insegurança e necessidade de agir de acordo
com o julgamento alheio.
Enquanto todos temos nossas neuroses
pessoais, minha experiência mostra que a maioria das pessoas não
gerenciam de forma ativa seus trabalhos porque foram engolidos pela
ilusão de estarem muito ocupados. Uma ilusão gerada pela quantidade de
e-mails, reuniões, relatórios, apresentações, orçamentos e chamadas
telefônicas que constituem o modo de vida corporativo.
Para
ganhar controle sob seu trabalho e vida (inclusive pessoal), você deve
ganhar controle do seu calendário. Deve eliminar distrações sem sentido
e focar seus esforços onde realmente importa. Geralmente, isso
significa criação de estratégia, influência informal, delegação efetiva
e monitoração.
Assim como obter o controle de suas finanças, gerenciar seu tempo
requer compreensão de para onde você está indo, sublinhar suas
prioridades, definir um orçamento de tempo e um plano, mudança de
comportamento e monitoração dos resultados.
Para onde vai seu tempo?
Analise seu calendário pelas últimas quatro a oito semanas e descubra
onde gasta seu tempo. Sam, por enquanto, estava gastando dez horas por
semana no gerenciamento de dois grandes projetos, dez horas discutindo
projetos menores, e outras dez horas respondendo e-mails e visitas que
aparecem em sua porta.
Conheça a si mesmo. Identifique
como você quer alocar seu tempo respondendo às perguntas: Quando e
quanto eu quero trabalhar, o que pretendo alcançar em meu emprego,
quais atividades são essenciais para meu sucesso e quais atividades eu
desprezo? Isso pode soar como ordinário, mas responder isso requer uma
boa compreensão de sua função; a existência de um plano de longo prazo
para dirigir seus objetivos táticos e consciência do que você deve
continuar fazendo e o que deveria delegar. Se você é novo em seu
emprego ou não tem um pleno de longo prazo, aloque tempo em sua escala
para promover esse tipo de raciocínio. As metas de Sam incluem:
- Deixe o escritório às 18hs30
- Faça exercícios três vezes por semana
- Reúna-se com pares a cada duas semanas
- Circule diariamente
- Café e almoço com clientes sêniores e executivos três vezes por semana
- Devote um dia da semana para o planejamento de longo prazo
- Devote nada mais que um dia por mês para desenvolver e analisar métricas operacionais e financeiras
Faça a matemática. Defina um orçamento de tempo traduzindo suas
metas em horas diárias e semanais. Compare seu orçamento à análise de
seu calendário para determinar a distância entre ambos e que precisa
ser diminuída. Por exemplo, Sam precisa reduzir seu volume de trabalho
semanal em sete horas e meia, enquanto encontra quatro horas
adicionais para se reunir com pares e oito horas para planejamento.
Faça acontecer.
Desenhe um pano para diminuir a distância entre a atual e a futura
organização do tempo. Sam pretende resolver a questão das vinte horas
de distância por meio de:
- Redução de seu envolvimento nas iniciativas maiores, delegando apropriadamente funções
- Consolidação das discussões de projetos menores nas reuniões individuais semanais com relatórios
-
Redução das visitas inesperadas por meio de almoços – assegurando que
estará disponível, mas em sua escala de horário e não na dos demais
-
Delegando a maioria de seus e-mails para sua assistente e trabalhando
com sua equipe para modificar o atual modelo de utilização de e-mails
Inicie
um grupo de suporte. Implemente e monitore as mudanças do calendário
envolvendo mais pessoas no seu plano. Seu assistente e reportados
diretos são participantes essenciais porque seu plano requere que eles
tomem tarefas que você não pode mais suportar. Garante que eles
entendam suas responsabilidades, suas expectativas e a “forma correta”
de gerenciar você. Reúna-se com seu/sua assistente semanalmente para
revisar como você vai indo em relação ao seu calendário modelo e
modifique o que for necessário para manter-se no plano.
Muitas
pessoas têm dificuldades em gerenciar por meio desse processo sozinhas,
então encontram conselheiros confiáveis que ajudam na compreensão das
implicações da análise da agenda. Sam e outros que passaram por esse
processo entendem que o resultado vale o esforço. A atenção a agenda e
a criação de metas, regras e disciplina, fez com que tenham diminuído a
correria, aprendessem novas habilidades e criaram o próprio ritmo para
governar os dias.
Fonte: Susan Cramm <http://cio.uol.com.br> 03/09/2008








