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O estilo do escritório pode aumentar a produtividade

O design adequado aos espaços de trabalho pode aumentar a produtividade das empresas em até 20%.

O estilo do escritório pode aumentar a produtividade

Imagem meramente ilustrativa

 O design adequado aos espaços de trabalho pode aumentar a produtividade das empresas em até 20%. É o que indica o informe Innovation & Workplace:Yesterday,Today and Tomorrow (Inovação e Local de Trabalho: Ontem, Hoje e Amanhã), que a empresa de consultoria Aguirre Newman Arquitectura apresentou no Salão Profissional Internacional de Equipamentos de Escritórios e Coletividades, Ofitec 2008.

     A análise aponta para a tendência crescente de reduzir ou flexibilizar determinados espaços nas organizações, como por exemplo as áreas comuns ou salas fechadas, devido ao encarecimento do metro quadrado no mercado de imóveis para escritórios, e pela necessidade, por parte das empresas, de otimizar seu espaço corporativo. Nesse sentido, o estudo inclui que o número de salas fechadas nas empresas espanholas foi reduzido em cerca de 13% nos últimos cinco anos, passando de cerca de 25% para cerca de 12,8%. Essa cifra situa a Espanha acima da média européia, em torno de 8,3%.
     Segundo os autores do informe, a implantação de estruturas organizacionais mais amplas permite criar formas alternativas na disposição do espaço. Isso se traduz na redução de áreas fechadas e na ampliação da superfície destinada a áreas abertas ou semi-abertas, e também a áreas comuns de reunião.
     Como conseqüência dessas mudanças organizacionais, o escritório sem papel se apresenta como uma solução eficaz tanto para a economia de espaço como de custos. Concretamente, as cifras revelam uma redução de até 50% das superfícies comuns destinadas a arquivo e tiragem de cópias.
     Paralelamente, com a diminuição das salas fechadas tradicionais, surgem novos tipos de espaço, entre os quais figuram os individuais com possibilidade de se converter em salas de reunião para trabalho em equipe, salas semi-abertas, capazes de criar informalidade, e salas compartilhadas. Nesses ambientes, o uso de divisórias de vidro permite conjugar a comunicação visual e a máxima acessibilidade.
     Mesmo assim, cada vez um número maior de empresas opta pelas denominadas áreas abertas com phone booth. Essa opção de open space para todos os empregados, incluindo a diretoria, permite organizar os lugares por funções, e não por hierarquia, e inclui espaços mais isolados para uso de todos os profissionais que precisem de um momento de privacidade.
     O informe mostra a tendência a evitar os espaços pessoais e privados a favor dos compartilhados, visando os valores da empresa: salas de reunião, auditórios, centros de reunião informal e de lazer. Hoje, as áreas comuns representam cerca de 3,1% nas empresas espanholas, e 3,7% em multinacionais estrangeiras. O importante é que cada uma dessas áreas, além de ser concebida como local de trabalho, formação ou lazer, se transforma em um lugar para a transmissão - para empregados e clientes - da filosofia empresarial.
     Por outro lado, os especialistas da Aguirre Newman destacam em seu informe que a comunicação e o interesse em conservar o talento são variáveis essenciais nos modelos organizacionais modernos, e que portanto, é preciso levar em conta no design dos novos escritórios. Daí, afirmam que o aumento de áreas onde as pessoas se cruzam no escritório e onde se realizam reuniões informais, favorecerá o crescimento da empresa.
     As novas necessidades dos empregados e o conforto dos usuários também se tornam fundamentais na hora de organizar os novos espaços. O trabalhador moderno quer fazer parte de uma equipe, deseja flexibilidade, reconhecimento e, principalmente, responsabilidade e poder de decisão. Para escolher um posto, o empregado não se guia meramente pelo salário, mas também leva em conta outros fatores intangíveis como a conciliação da vida profissional e pessoal.
     Nesse sentido, uma pesquisa realizada pela Aguirre Newman com 168 funcionários de diferentes setores, revela que localização e transporte são fatores-chave no momento de buscar trabalho, e ficam acima de outros como a imagem externa da empresa ou os serviços. No que se refere às características interiores do espaço de trabalho, e podendo escolher entre luz natural, temperatura ambiente, amplidão e mobiliário, 40% dos entrevistados consideraram indispensável uma boa fonte de luz natural, seguidos por 25% que acham que a temperatura ambiente é um fator determinante.
     Segundo o informe, a tecnologia está sendo o verdadeiro fator de mudança no design desses espaços, propiciando o desenvolvimento de um modelo Always on (sempre ligado) que se caracteriza pela flexibilidade, mobilidade, e proliferação de espaços para o intercâmbio de informação entre empregados e clientes.
     Quanto aos móveis, os estilos pesados, severos, e vinculados ao status fazem parte do passado. As novas linhas se caracterizam por formas associadas à adaptação às posturas e melhoras na ergonomia. São buscados designs que lembrem o lar e que proporcionem um alto nível de conforto aos usuários.

Fonte: (Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 9) 05/03/2008
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