Para Abimaq, 50% das importações são do mal
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto, afirma que mais de 50% dos produtos do setor que entram no País são importações do mal.
Segundo ele, esse tipo de máquinas não traz inovações tecnológicas nem aumento
da competitividade da indústria brasileira, além de ser subfaturada para pagar
menos impostos que o devido.
"Dos quase US$ 15 bilhões que o país
importou em máquinas no ano passado, só cerca de 45% agregam inovações e
melhoram o produto", diz Aubert Neto. "Os outros 45% a gente chama de Importação
do mal, que vem principalmente da China".
Segundo ele, esses
equipamentos entram no País a US$ 5 o quilo, o que "não paga nem o custo da
matéria-prima". Em média, o quilo da máquina produzida no Brasil custa de US$ 20
a US$ 70, conforme o tipo de equipamento.
"A Importação do mal faz
um estrago tremendo", afirma. "Além de representar uma concorrência desleal,
gera emprego fora do País, acaba com o nosso mercado interno e o governo
arrecada menos, porque elas vêm subfaturadas".
O executivo afirma
que o setor não é contra as importações, apesar de ser um dos menos protegidos.
"A taxa média do Imposto de Importação não chega a 10%, enquanto na indústria
automobilística é de 35%.








