Pesquisa diz que as empresas investirão mais em sustentabilidade neste ano
Uma pesquisa coordenada pelo MIT (Massachussetts Institute of
Technology) e o Boston Consulting Group apontou que 70% das mais de
2.000 empresas de todo o mundo entrevistadas pretendem direcionar mais
dinheiro ou atenção estratégica à área de sustentabilidade em 2011.
Uma das grandes surpresas foi detectar que o conceito de “sustentável”
está ultrapassando a esfera climática, aproximando-se da idéia de
viabilidade em longo prazo dos negócios e da relação com colaboradores e
clientes. “Tal entusiasmo parece ter não só sobrevivido à crise, mas
também à clara falta de progresso em direção a um acordo internacional
sobre o combate às mudanças climáticas”, completa o documento.
Dessas companhias, cerca de 60% já haviam aumentado seus gastos na área
no ano passado. No entanto, ocorre uma variação no nível de
investimentos entre as próprias empresas, o que levou o relatório a
definir dois perfis principais de companhias de acordo com sua natureza
estratégica: o dos “amadores cautelosos” e o dos “abraçadores” da
sustentabilidade.
O primeiro perfil, ao definir suas ações relacionadas à
sustentabilidade, concentra-se em estratégias de prazos mais longos,
menos ousadas e geralmente sem o ganho de competitividade como objetivo
principal. Os abraçadores, no entanto, planejam seus investimentos com
uma visão de retorno mais imediato, com medidas mais tangíveis para o
curto prazo.
Companhias com esse perfil estão modificando suas estruturas de
funcionamento com base em modelos de negócio mais sustentáveis. Elas
acreditam que vão conquistar novos mercados, atrair talentos e
conquistar reputação junto ao público. Segundo o estudo, somente 9% das
companhias com menos de 1.000 empregados foram consideradas
“abraçadores”, enquanto, no montante das grandes – aquelas com mais de
10.000 colaboradores – , 34% são classificadas nesse segundo perfil.
A categoria dos abraçadores engloba, em sua maioria, empresas que
fornecem produtos, com recorrência menor daquelas voltadas aos serviços.
Na indústria automobilística, por exemplo, 80% das companhias afirmaram
que as estratégias de sustentabilidade são necessárias para aumentar a
competitividade, enquanto cerca de 50% das empresas de cuidados com a
saúde acreditam na mesma proposição.
“Pela primeira vez, temos clientes nos requisitando produtos mais
sustentáveis, momento a partir do qual definimos nossa nova estratégia
de sustentabilidade. Do nosso ponto de vista, é um negócio comprovado e
vamos continuar nele”, afirmou um dos diretores globais da americana
Procter & Gamble, Peter White.
Fonte: http://painelflorestal.com.br (21/02/2011)








