Presidente da MOVERGS diz que o governo está atento
Sobre a reunião com o Ministro Guido Mantega, ocorrida na quarta-feira, Luiz Attilio Troes [Movergs] diz que percebeu que o governo federal está atento às necessidades do setor moveleiro e que pretende ajudar da mesma forma que está fazendo com o setor calçadista, como liberação dos créditos de exportação e aumento de mais dois meses do seguro-desemprego. Luiz Attilio está confiante que, nos próximos dias, haverão notícias positivas para o setor.
De qualquer forma, o presidente da entidade acredita que a atual realidade cambial não irá mudar e muito menos a carga tributária a curto e médios prazos. “Os empresários precisam articular-se para baixar custos, procurar saídas com os fornecedores de insumos, logísticas mais adequada, maximização da infra-estrutura das fábricas, novos canais de vendas, entre outras formas”. Ele lembra que os móveis brasileiros estão cada vez menos competitivos no mercado externo [-16%] e é necessário a tomada de algumas atitudes para haver a sobrevivência do setor.
O Rio Grande do Sul é o segundo estado exportador de móveis. As exportações no período de janeiro a maio de 2006 diminuiram em 7,2%. A entidade calcula que 10.000 postos de trabalhos já foram fechados no Rio Grande do Sul por conta deste desempenho negativo.
A pauta de
reivindicações levadas ao Ministro Guido Matega
foi:
- Corte, em maior
escala, da taxa básica de juros – SELIC;
- Controle da taxa
cambial (adoção da Banda Cambial);
-
Aquisição de equipamentos, nacionais e estrangeiros, sem a cobrança
de impostos por um período de 2 (dois) anos, possibilitando a renovação
do parque fabril para tornar o setor mais competitivo nas exportações;
- Devolução urgente
dos saldos credores de impostos federais;
- Conceder Ato
Declaratório de empresa preponderantemente exportadora àquelas que exportam
acima de 60% de sua produção (atualmente 80%);
-
Isonomia da alíquota de IPI sobre todas as NCMs que
envolvem móveis. Ex: móveis chapas/madeira – 5%, móveis plásticos/metal – 10%;
- Linhas de financiamento semelhantes as do setor calçadista.
Fonte: www.movergs.com.br - 20/07/2006








