Real forte azeita importação de máquinas chinesas
Com baixa tecnologia e preços baixos, compras da China crescem 122% até maio
O setor de bens de capital mecânicos registrou crescimento de 7,5% no faturamento nominal dos cinco primeiros meses de 2007, ante igual período de 2006, atingindo R$ 23,4 bilhões. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o consumo aparente - que representa a soma da produção com as importações, menos as exportações - avançou 10,7% no período, atingindo R$ 26,7 bilhões.
O presidente da Abimaq, Newton de Mello, destaca que o saldo da balança comercial do setor já apresenta déficit de US$ 1,6 bilhão nos cinco primeiros meses do ano, enquanto que em 2006 ficou em equilíbrio:
"As vendas externas continuam em alta pelo esforço de conquista dos mercados internacionais e pelos contratos assinados anteriormente."
Para ele, o problema são as importações de máquinas da China, que já cresceram 122%, nos cinco primeiros meses, ante igual período de 2006. Com isso, a participação da China na importação de máquinas pela indústria brasileira passou de 4,44%, em 2006, para 7,55%, no início de 2007.
"As máquinas da China são de baixa tecnologia e com similares nacionais. E não são importadas pela indústria, para agregar valor à produção, mas por comerciantes de máquinas para formar estoques", denuncia, acrescentando que os produtos chineses estão ocupando espaço "por mera questão de preço". "Atualmente, 43% das máquinas adquiridas pela indústria são importadas, percentual que antes não atingia 40%."
As exportações de bens de capital mecânicos acumulam alta de 24,3%, nos cinco primeiros meses de 2007, com US$ 4 bilhões em vendas. No entanto, as importações cresceram 30,5% no período, alcançando US$ 5,6 bilhões em compras.
Fonte: <http://www.monitormercantil.com.br>








